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[:pt]Aumenta a compra de ouro, em meio à insegurança quanto ao rumo da economia global[:]

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A demanda por ouro tem crescido no mundo, sendo que a China e a Rússia têm sido os principais responsáveis por esta tendência. Apenas no dia 1o de dezembro deste ano (2016), 28 toneladas foram negociadas na Bolsa de Ouro de Shangai. A China se encontra entre os maiores detentores de ouro no mundo, contando com reservas que chegam ao montante de 1.808 toneladas, no entanto, estimativas de organismo internacionais apontam que o valor deve estar mais próximo de 4.000 toneladas. Fontes oficiais afirmam que a Rússia possui cerca de 1.499 toneladas de ouro, sendo que os Estados Unidos possuem 8.134 toneladas e o Banco Central Europeu detém 10.788 toneladas.

A razão para o aumento da procura do metal por parte dos países emergentes passa por diversas questões, incluindo o receio de uma nova crise no padrão monetário internacional, caso os Estados Unidos realizem a redução de sua dívida de cerca de US$ 19 trilhões, através da emissão de moeda e decorrente inflação. No caso da China, esta preocupação é ainda mais importante, pois o país possui atualmente cerca de US$ 3,1 trilhões de reservas internacionais em dólar, incluindo neste montante cerca de US$ 1,4 trilhão em títulos da dívida norte-americana, acentuando o impacto negativo que uma eventual desvalorização do dólar causaria nestas reservas.

Sob a perspectiva chinesa, as reservas de ouro são um lastro para o movimento de internacionalização da sua moeda (yuan-renminbi), além de representar o acúmulo de reservas seguras para salvaguardar a atuação de novas instituições internacionais, tais como o Banco Asiático de Infraestrutura e Investimentos (AIIB) e o fundo de financiamento para o grande projeto estratégico de integração e facilitação do comércio eurasiático, promovido pela China, a Nova Rota da Seda (One Belt, One Road).

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ImagemBarras de Ouro” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a5/Gold_Bars.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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