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Aumenta a probabilidade de “Guerra Civil” na Síria

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A fragmentação da Oposição e o aumento de desertores do Exército aumentam a probabilidade de “Guerra Civil” na Síria. Pelos dados expostos na mídia internacional, ao longo dos meses de revolta popular e acompanhando as ações adotadas pelo governo do presidente Bashar Al-Assad, começa a haver concordância de que não há unidade por parte da Oposição síria, existindo grupos díspares que não tem convergência programática e de fundamentos, exceto pela contraposição explícita ao atual Regime político no país. Ainda nesta questão, há grupos que optam pela manifestação política, há aqueles que desejam um enfrentamento bélico e há outros que preferem a negociação com o Presidente

 

Assad buscou fragmentar os opositores com a tentativa de criar um Conselho incumbido de formular as propostas de transição do Regime. Isso surtiu efeito, ao ponto de a Oposição começar a se combater, tal qual se deu durante a reunião ocorrida no Cairo (Egito) entre membros do “Comitê Nacional de Coordenação para a Mudança Democrática”, grupo que reúne nacionalistas árabes, curdos, socialistas e independentes, e a “Liga Árabe”, quando os membros deste grupo foram atacados com ovos e impedidos de entrar para negociar, sendo acusados de “traidores comprados pelo regime”*, já que não exigem do governante o “congelamento de adesão da Síria à Liga Árabe, nem a implementação de uma zona de exclusão aérea no país”*, medidas que são solicitadas por outro grupo opositor, o “Conselho Nacional Sírio” (CNS), que agrupa a maioria da antagonistas ao atual Governo.

Este aspecto demonstra que há ao menos três frentes se digladiando no cenário político da Síria. Acrescentando em termos de risco bélico e aumentando a pressão, começam a ser divulgados o crescimento do número de militares que estão desertando, algo que eleva o risco de que a guerra civil se instaure.

Segundo declaração feita ontem, quarta-feira, dia 9 de novembro, pela “Alta Comissária de Direitos Humanos” da “Organização das Nações Unidas” (ONU), Navi Pillay, “Onde os direitos humanos básicos são pisoteados e as exigências pacíficas de mudança são respondidas com uma violência brutal, as pessoas acabam compelidas a recorrer à rebelião contra a tirania e a opressão. (…). Aconteceu na Líbia, pode acontecer na Síria. Cada vez mais soldados se recusam a serem cúmplices de crimes internacionais, e mudam de lado. Há um sério risco de a Síria mergulhar na luta armada”**.

A complexidade do cenário político interno tem sido potencializada pela complexidade da condição geopolítica e geoestratégica da Síria, que é foco de atenção das potências mundiais e dos principais atores regionais, como Israel e Irã, que, neste momento, estão se ameaçando mutuamente de ataque e invasão.

De acordo com analistas internacionais, o próprio Assad tem manifestado disposição de transformar a guerra civil em guerra regional, por essa razão os observadores convergem para o posicionamento de que a síria é uma das principais etapas da escalada para a próxima Guerra devastadora que se anuncia no Oriente Médio.

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Fontes:

* Ver:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gqRBg33661Oy6heZw5Bg-RWBBxRw?docId=CNG.51b90b0532d653dd8e4d9fa6842bbc1d.31 

** Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/11/risco-de-guerra-civil-cresce-na-siria-diz-comissaria-da-onu.html

Ver também:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7A80L120111109

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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