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Em resposta aos recentes testes de mísseis pela Coréia do Norte, a Coréia do Sul implementou o sistema anti-mísseis conhecido como Defesa Terminal Aérea de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês). No entanto, oficiais do Governo chinês expressaram a preocupação de que os sensores altamente precisos do THAAD alcançariam grandes partes do território chinês e, portanto, poderiam ser usados pela Coréia do Sul para espionar a China.

Em fevereiro, após a declaração de que os sul-coreanos iriam implementar o sistemas anti-mísseis, a empresa de segurança cibernética norte-americana FireEye detectou um aumento exponencial em ataques cibernéticos originados da China, tendo como alvo sistemas de computadores na Coréia do Sul.

Segundo a FireEye, alvos mais específicos foram as organizações envolvidas com o desenvolvimento do THAAD, onde e-mails com malware anexados eram enviados e páginas frequentadas por oficias militares, da indústria e governamentais eram exploradas para baixar malware nos dispositivos que se conectassem à elas. Outra ocorrência foi um ataque de Dados (onde se direciona um grande tráfego para sobrecarregar os servidores de um alvo específico) que desabilitou o site do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano e, segundo oficiais do Governo, o ataque também teve origem chinesa.

De acordo com John Hultquist, diretor de análise de ciber-espionagem da FireEye, em entrevista ao Wall Street Journal, um erro possibilitou que os analistas da empresa identificassem a origem dos ataques, os quais foram realizados por dois grupos de hackers associados ao Governo chinês, um deles foi responsável por ataques cibernéticos direcionados à um grande número de empresas norte-americanas, o outro opera da mesma região onde hackers norte-coreanos costumam operar. Além dos grupos ligados ao Governo chinês, existem indícios do envolvimento de dois outros grupos independentes, porém não foi divulgado muito a respeito.

De acordo com a reportagem do Wall Street Journal, a empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab ZAO, de origem russa, também detectou um aumento de ataques contra alvos sul-coreanos, a partir de fevereiro deste ano (2017). 

A resposta da Coreia do Sul, por enquanto, se limitou à declaração de um porta-voz, o qual afirmou que “medidas defensivas imediatas” impediram a efetividade dos ataques chineses, e que foi implementado um “sistema de serviço de emergência” para repelir futuros ataques.

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Imagem 1Sistema anti-mísseis THAAD” (Fonte U.S. Army Ralph Scott/Missile Defense Agency/U.S. Department of Defense Successful Mission, Public Domain):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29114493

Imagem 2Logo da empresa FireEye” (Fonte):

https://www.fireeye.com

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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