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Austrália lança seu primeiro ataque ao ISIS na Síria

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Nesta segunda-feira, 14 de setembro, o Governo australiano confirmou ter lançado seus primeiros ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico do Iraque e de ElSham dentro da Síria. O país é parte de uma coalizão militar internacional de ataque aos redutos do ISIS na Síria e no Iraque[1]. Três ataques aéreos foram feitos no início desta semana, destruindo um veículo blindado, uma unidade tática e um ponto de coleta de petróleo bruto, declarou os Estados Unidos em um comunicado. A Força Aérea Australiana vem bombardeando alvos do ISIS no Iraque a cerca de 12 meses[1].

O exprimeiroministro australiano Tony Abbott confirmou na semana passada que a Força Aérea Real Australiana (RAAF) estenderia sua ação do Iraque para a Síria, a pedido dos EUA, onde os militantes islâmicos já detêm controle de grandes áreas do território em meio a uma atroz guerra civil[2]. Abbott também anunciou que a Austrália aceitaria 12.000 refugiados sírios de minorias perseguidas[1].

O Ministro da Defesa da Austrália, Kevin Andrews, declarou que as operações são “parte de nossa extensão lógica na luta contra o Daesh para que operemos não apenas sobre o norte do Iraque, mas de modo a operar também sobre o leste da Síria, a fim de degradar e destruir as forças do Daesh[3], disse o Ministro a repórteres, usando o acrônimo em árabe para Estado islâmico.

A Austrália se juntou à coalizão liderada pelos Estados Unidos lutando contra o Estado Islâmico no ano passado e, na semana passada, estendeu suas operações aéreas para a Síria, alegando que a base jurídica para tanto seria a legítima defesa coletiva do Iraque contra o grupo jihadista[3]. O Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Jordânia, Canadá,Turquia e França foram algumas das outras nações que participaram dos bombardeios mais recentes, de acordo com um comunicado emitido pelo Comando Central dos EUA. Outras quinze operações aéreas foram realizadas no Iraque, fazendo uso de ataques, bombardeiros, aviões de caça, caças de ataque e aeronaves remotamente pilotadas, declarou o relatório[1]. A França vem realizando voos de vigilância sobre a Síria, em preparação para ataques aéreos[3]. Já a GrãBretanha matou dois jihadistas em um ataque de drones na Síria, na semana passada[3].

Andrews declarou que a RAAF engajou-se em dois ataques aéreos na segunda-feira – um sobre uma planta de coleta de petróleo controlada pelo ISIS e outro sobre uma unidade tática[4]. O Ministro afirmou que nenhum civil sírio ficou ferido durante a missão e que os F/A18A, caças multifunção da Austrália, não estiveram sob risco de se depararem com fogo inimigo[4]. Kevin Andrews argumenta que os drones da RAAF identificam os alvos e empregam armas de precisão guiadas para destruí-lo, “o que é feito a partir de uma distância ou altura que preserva a segurança da aeronave australiana[1][5], declarou Andrews. “Trabalhamos dentro de regras muito estritas de engajamento, e essas regras de engajamento devem assegurar, tanto quanto possível, que nós não tenhamos mortes indesejadas de civis[1][5].

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Imagem Aviões militares F/A18A voam em formação com um avião de transporte KC30A petroleiro multifunção, durante a primeira missão australiana de sobrevoo sobre a Síria” (FonteForça de Defesa Australiana):

http://www.abc.net.au/news/2015-09-12/fa-18a-hornets-from-australia27s-air-task-group-fly-in-formati/6770918

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-australia-34265118

[2] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2015-09-12/islamic-state-australian-war-planes-begin-syria-combat-mission/6770822

[3] Ver:

http://www.japantimes.co.jp/news/2015/09/16/world/australia-launches-first-airstrike-islamic-state-syria/#.Vfrf4RFVhHx

[4] Ver:

http://usa.chinadaily.com.cn/world/2015-09/16/content_21889697.htm

[5] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2015-09-16/australian-fighter-jets-first-air-strikes-syria-us-military/6779104

Natalia Nahas Carneiro Maia Calfat - Colaboradora Voluntária

Doutoranda e mestre pelo programa de Ciência Política da USP e diretora de Relações Internacionais do Icarabe, Instituto da Cultura Árabe. Possui bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). É integrante do Grupo de Trabalho sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano na Universidade de São Paulo (GT OMMM).

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