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Balanço da liderança polonesa na Presidência rotativa da União Europeia

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Numa “Conferência de Imprensa Conjunta”* realizada no dia 16 de dezembro em Bruxelas, o “Secretário de Estado para os Assuntos Europeus da Polônia”, Mikolaj Dowgielewicz, fez um balanço da presidência rotativa polonesa na “União Europeia” (UE) no segundo semestre de 2011.

 

O país assumiu o encargo num momento de grande preocupação devido aos desequilíbrios na recuperação econômica do Bloco, à “Crise da Dívida Grega” e à instabilidade política no norte de África. As prioridades** da Polônia, anunciadas quando assumiu o posto***, incluíam o reforço da coordenação entre os países da UE a fim de incentivar a recuperação econômica e a criação de empregos.

Num cenário em que as presidências rotativas da União Européia têm cada vez menor relevo, desde a entrada em vigor do “Tratado de Lisboa”, que instituiu as figuras do “Presidente do Conselho Europeu” (cargo atualmente exercido por Herman van Rompuy) e do “Alto Representante para a Política Externa e Defesa” (exercido no momento pela baronesa Catherine Ashton), o “Secretário de Estado para os Assuntos Europeus da Polônia”, Mikolaj Dowgielewicz, ressaltou as dificuldades em sua gestão, já que possui pouca liderança no Blocoeuropeu em virtude de não ser parte da “Zona do Euro”.

Em geral, as avaliações da liderança polonesa têm sido positivas, comparando com o seu real poder na estrutura europeia. Por exemplo, o título de um editorial da “Gazeta Wyborcza” foi “A Polônia conseguiu”****. Para Jacek Pawlicki, colunista deste jornal de Varsóvia, os sucessos mais importantes da Presidência polonesa incluem “o acordo sobre uma patente comunitária única e a assinatura do tratado de adesão com a Croácia”. O jornal destaca que estes seis meses podem ter sido o período mais difícil na história do Projeto devido à crise da “Zona Euro”. Foi um período em que não houve grandes feitos, mas também não ocorreu qualquer deslize.

Para o Igor Janke, comentarista do diário conservador Rzeczpospolita”*****, esta foi uma “Presidência de fachada”, com o centro de decisão fora do país que exerce a Presidência, fora do “Conselho da União Europeia”, fora da “Comissão Europeia” ou do “Parlamento Europeu”, pois esteve concentrado nas duas capitais – Berlim e Paris.

A partir do primeiro semestre de 2012, a Dinamarca presidirá o “Conselho da União Europeia” e enfrentará os mesmos desafios encontrados pela Polônia. Esta será a 7 ª vez que a Dinamarca exerce esta Presidência desde que ingressou na União, em 1973. O “Secretário de Estado da Dinamarca para os Assuntos Europeus”, Nicolai Wammen, também admitiu* a dificuldade que terá nesta liderança por não fazer parte da “Zona do Euro”, mas anunciou que vai se empenhar nas questões relacionadas ao meio-ambiente, segurança e apoio a recuperação econômica europeia*.

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Fontes Consultadas: 

* Ver:

http://pl2011.eu/en/content/poland-and-denmark-discuss-presidency

** Ver:

http://pl2011.eu/sites/default/files/users/shared/o_prezydencja/programme_of_the_polish_presidency_of_the_council_of_the_eu.pdf

*** Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/940862-polonia-assume-a-presidencia-semestral-da-uniao-europeia.shtml

**** Ver:

http://wyborcza.pl/1,75968,10820313,Polska_dala_rade.html

***** Ver:

http://blog.rp.pl/janke/2011/12/14/prezydencja-fasadowa/

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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