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Banco Africano de Desenvolvimento vai incentivar a agricultura em Moçambique

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Na semana passada, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) assinou um acordo de empréstimo de aproximadamente 30 milhões de dólares ao Governo de Moçambique. Segundo os termos do contrato, o montante financeiro será direcionado para investimentos na agricultura, com o intuito de aumentar o patamar de produtividade e a participação dos produtos agropecuários na pauta de exportação moçambicana.

Banco Africano de Desenvolvimento será um dos principais incentivadores da agricultura em Moçambique

Expandir as atividades do primeiro setor se apresenta como uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento sustentável neste país. Os produtos agropecuários representaram, em 2015, somente 19% do total valor exportado. Ampla maioria dos bens de exportação tratam-se de materiais como o alumínio, o gás natural e o carvão mineral. Uma maior diversificação da pauta produtiva permitiria o aumento no número de empregos formados, bem como tornaria a economia menos suscetível a variações nos preços internacionais das principais commodities de exportação.

O descobrimento de gás natural no norte moçambicano tende a transformar a economia nacional, mas com o intuito de aproveitarmos estes recursos, Moçambique necessita investir na diversificação econômica. É por isto que o BAD está investindo na agricultura e na capacitação pessoal, a fim de garantir que o país tenha uma sólida base econômica”, afirmou Pietro Toigo, representante de Moçambique no corpo diretor do BAD.

Para além da diversificação econômica, outro fator determinante na assinatura do contrato de empréstimo é a atual crise hídrica no sul do país. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), como resultado direto do El Niño no ano passado (2017), uma série de pequenos agricultores sofreram severamente com a queda drástica no ritmo de chuvas, o que impactou de maneira negativa no nível de produção agrícola e na renda auferida. Com efeito, pode-se esperar para os próximos meses um aumento gradativo no preço de alguns alimentos – fato que poderá trazer futuras pressões inflacionárias.

Entre as iniciativas previstas para receber o aporte financeiro do BAD, estão aquelas compromissadas a desenvolverem tecnologias de irrigação, com vistas a reduzir o impacto da seca e incrementar a resiliência dos pequenos produtores frente às mudanças climáticas em curso. Da mesma forma, estão previstos também investimentos na Universidade de Lusio, no norte do país, a fim de incentivar pesquisas e desenvolvimento de inovações agronômicas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Agricultura é importante vetor do desenvolvimento sustentável em Moçambique” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Women_and_agriculture_in_Sub-Saharan_Africa

Imagem 2 Banco Africano de Desenvolvimento será um dos principais incentivadores da agricultura em Moçambique” (Fonte):

https://www.afdb.org/en/about-us/corporate-information/african-development-fund-adf/about-the-adf/

                                                                                          

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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