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[:pt]Banco do Brics pode servir a interesse de Inteligência Estratégica da China[:]

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O New Development Bank BRICS (NDB BRICS), o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, foi criado em 2014 pelos cinco países membros. A cada um coube aporte de US$ 10 bilhões em recursos financeiros e/ou garantias, totalizando um Capital Inicial de US$ 50 bilhões, com previsão de aumento para US$ 100 bilhões.

O NDB BRICS mantém em sua página oficial versões em português do Brasil, russo, indiano, chinês mandarim e inglês sul-africano, acerca da função do Banco do BRICS. Todas as versões são diferentes umas das outras, tendo a versão do Brasil (BR) descrito o Banco do BRICS como um “banco de desenvolvimento multilateral, operado pelos estados do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O banco está configurado para promover uma maior cooperação financeira e de desenvolvimento entre os cinco mercados emergentes sócios”. Mas, apenas a versão da China informa que existe um limite de trocas de “até US$ 41 bilhões para países como a China, até US$ 18 bilhões para Brasil, Índia e Rússia, e US$ 5 bilhões para a África do Sul”, provavelmente porque, como detentora da maior reserva cambial do mundo, seria “o principal financiador do fundo de socorro, contribuindo com US$ 41 bilhões do total de US$ 100 bilhões previstos”.

Porém, o que mais chamou a atenção e demonstra que o Banco do BRICS pode ampliar a influência da China no mundo, ou representar interesses da Inteligência Estratégica do país, é o fato de o NDB BRICS informar em seu site apenas 2 projetos de desenvolvimento, o “The Data Center ‘Xiaomi Hosting’”, da empresa Xiaomi-hosting, Ltd., e o “International Global Monitoring System ‘GRAND EXPERT’”, da empresa International Non-Profit Social Movement GRAND EXPERT (www.grand.expert) – possivelmente de liderança técnica russa –, em desenvolvimento, provavelmente para rivalizar com o programa de espionagem e vigilância global Echelon, que é patrocinado pelos países membros dos “FIVE-EYES” (Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia). Ambos os projetos não tiveram investimentos divulgados (leia-se segredo de Estado).

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Imagem (Fonte):

http://www.cctv-america.com/2014/07/18/explainer-what-makes-the-brics  

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Marcelo de Montalvão - Colaborador Voluntário

Graduado em Direito (2000) pela Universidade da Amazônia, é diretor da Montax – Inteligência & Investigações e autor de Inteligência & Indústria – Espionagem e Contraespionagem Corporativa. Pesquisa Marketing de serviços, Guerra Econômica, Economia Política e áreas afins. Como Advogado criminalista, tem foco em ações antilavagem de dinheiro para Recuperação de ativos desviados de fraudes.

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