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Com a confirmação da criação do “Banco BRICS”, os empresários do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul poderão obter novas facilidades em suas negociações futuras. A facilidade nas trocas comerciais com as moedas locais e os fundos que serão criados para promover a cooperação e o desenvolvimento destes países será uma “grande porta” para novos negócios.

 

Hoje, chineses e indianos estão traçando um percurso semelhante ao de norte-americanos e europeus no passado. Grandes corporações originárias da Europa e dos Estados Unidos que eram os grandes “nomes” entre os consumidores brasileiros (desde a indústria automobilística, como a alemã Volkswagem e norte-americana Chevrolet, até empresas de alta tecnologia, como a HP, a Dell e a Phillips) estão sendo substituídas no consumo diário.

Atualmente, as marcas que chamam a atenção para o consumo no mercado brasileiro são de empresas asiáticas. No setor automobilístico começam a se tornar conhecidas as chinesas “Jac Motors” e Chery e a indiana Mahindra. No campo tecnológico despontam a Acer, a Lenovo, a Huawei, a D-link, dentre várias originárias desta região. Este é o momento delas entrarem no mercado brasileiro, da mesma forma que é o momento de os empresários e empreendedores do Brasil “agarrarem” as novas oportunidades de negócios.

Com as facilidades que virão, decorrentes das negociações em moedas locais e dos possíveis financiamentos do futuro “Banco BRICS”, não haverá mais a necessidade de uma instituição financeira fazer as conversões dos montantes negociados para a divisa norte-americana (Dólar) durante a concretização de contratos. Será necessário apenas preparar as instituições destes países para realizarem conversões diretas. O empresariado se atentará em observar tão somente as novas oportunidades que serão abertas nos mercados dos cinco países do BRICS.

Com os incentivos ao Desenvolvimento e a Cooperação entre os membros do Grupo, haverá novas áreas para os empreendedores atuarem e, com o grau de aceitação de empresas asiáticas no mercado brasileiro por parte do consumidor local, novas parcerias para a comercialização podem ser trabalhadas, além de aproveitar os possíveis investimentos no Brasil.

O empresariado brasileiro deverá ficar atento aos mercados dos cinco países, não apenas para a exportação ou importação, mas para entrarem neles com “Investimento Direto” podendo disputar o seu espaço.

Atentos às novas possibilidades de negócios abertas, missões empresariais dos países foram a “Nova Delhi”.  Dentre as brasileiras, a missão da “Câmara de Promoção de Desenvolvimento BRICS-PED”, comandada pelo Empresário e Advogado Rodrigo Dora, levou empresários e executivos do país, empenhados em transformar Acordos em negócios e desenvolvimento para o Brasil.

A “Cúpula BRICS” se encerrou neste final de semana. Com estas duas grandes medidas anunciadas e com os outros “Acordos de Cooperação” que foram fechados, espera-se um aumento nos investimentos e no comércio.

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Fontes:

Ver:

http://www.expressomt.com.br/politica/brics-darao-forte-mensagem-de-coesao-politica-no-g20-afirma-dilma-7779.html

Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/03/29/internas_economia,286091/brics-criam-grupo-para-organizar-banco-de-desenvolvimento-e-decidem-adotar-moeda-local.shtml

VerJ. Comercio”:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2012/03/29/brics-assina-acordo-que-cria-banco-comum-de-investimento/

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Agenda BRICS-PED

http://brics-ped.com.br/

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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