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“Banco Mundial” desenvolverá no Pará projeto piloto de fruticultura com o açaí

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De acordo com o SEBRAE*, a base agrícola da cadeia produtiva brasileira das frutas abrange 2 milhões de hectares; gera 4 milhões de empregos diretos e um “Produto Interno Bruto” (PIB) agrícola de US$ 11 bilhões. Apesar da importância referente à produção de frutas no país, sob o ponto de vista econômico, quando se analisam os 33 milhões de toneladas que constam das estatísticas, percebe-se que metade são de laranjas e 20% de banana.

 

Tirando estas duas frutas, todas as outras ainda são produzidas em quantidades insuficientes para a demanda interna, havendo a necessidade de muito trabalho com variedades, tecnologias, qualidade, redução de custos e implementação de um plano estratégico de marketing para sedimentar e ampliar o nosso mercado doméstico e ter acesso também ao mercado internacional com mais competência.

Uma das questões que devemos ressaltar está relacionada à nossa capacidade de desenvolvimento de variedades de frutícolas a nível competitivo. A maior oportunidade, contudo, está na possibilidade de consolidarmos nossa posição no mercado internacional com frutas processadas, desidratadas à vácuo, sucos e polpas de frutas não cítricas. O SEBRAE* indica que a polpa de mamão, banana, goiaba, manga e de frutas exóticas como cupuaçu, graviola, cacau, açaí, mangaba e umbú apresentam oportunidades interessantes.

No mercado de açaí, por exemplo, a expansão de seu consumo em diversas regiões do Brasil e do exterior estimulou o “Banco Mundial” (BM) a lançar um “Projeto Piloto de Fruticultura” (com o açaí) desenvolvido para nortear** estratégias de estruturação de um ambiente de negócios atrativo no Pará. O Projeto faz parte de uma parceria entre o “Governo do Pará”, por meio da “Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração” (Seicom); “Banco Mundial” e “Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Nesse projeto vamos organizar a cadeia produtiva do açaí, desde a formação de cooperativas à estrutura de escoamento do produto. A gente quer agregar valor, e não apenas fornecer matéria prima, com a comercialização do fruto in natura. Tudo isso está sendo estudado. O Banco Mundial tem a maior expertise nesse assunto, e nós precisamos dominar a metodologia, e acredito que teremos êxito”**, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal.

O Secretário informou ainda que depois do trabalho com o açaí serão desenvolvidos outros frutos com potencial mercadológico e o Projeto será estendido para diversas áreas de mercado, como o setor metal-mecânico.

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Fontes Consultadas:

* Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/wp-content/uploads/2012/08/NT0003DC2E.pdf

** Ver:

http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=104891

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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