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[:pt]Banco Mundial emite lote de títulos no mercado financeiro da China[:]

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No dia 31 de agosto deste ano (2016), ocorreu a emissão de um lote de títulos do Banco Mundial no mercado financeiro da China, no valor de US$ 700 milhões. Os títulos serão denominados em Direitos Especiais de Saque (identificados sob o acrônimo SDR), mas serão transacionados e remunerados na moeda chinesa, o Renminbi (moeda do povo) – também conhecida por Yuan. Este pacote de investimentos foi anunciado sob a insígnia de “Títulos Mulan”, tendo a validade de três anos, com rendimento anual de 0,49%.

Os SDR são a principal unidade de conta do Fundo Monetário Internacional (FMI), constituindo-se de uma cesta de moedas a serem utilizadas para lastrear os empréstimos da instituição. Cabe ressaltar que o Yuan passará a integrar a lista oficial de moedas de reserva do FMI, em 1o de outubro de 2016. A partir dessa data, a lista de moedas que compõem o fundo de SDR da instituição passará a ser composta, aproximadamente, pela seguinte proporção: dólar dos Estados Unidos (41,7%), Euro (30,9%), Yuan/Renminbi (10,9%), Yen japonês (8,3%) e libra esterlina (cerca de 8%).

As emissões de títulos do Banco Mundial na China foram aprovadas no valor de US$ 2,8 bilhões, mas deverão alcançar o montante de US$ 7 bilhões nos próximos anos. O Banco Mundial investe anualmente em torno de US$ 60 bilhões nos mercados mundiais, oferecendo uma diversidade de produtos financeiros em mais de 20 moedas diferentes. Estes investimentos têm o foco de aprofundar os mercados financeiros dos países recipientes. A última ocasião na qual o Banco Mundial emitiu títulos no mercado financeiro da China foi no ano de 1981.

No caso chinês, mais do que a necessidade de crédito ou o aprofundamento do sistema financeiro nacional, é possível pensar que a atitude seja emblemática de uma vontade política, denotando uma mudança de posição no sentido de uma maior liberalização do sistema financeiro e visando à maior internacionalização da moeda chinesa. A comercialização dos Títulos Mulan poderá auxiliar os investidores internacionais e a se ambientarem com investimentos realizados em Yuan.

O processo de internacionalização do Yuan continua avançando, à medida que um número crescente de países utiliza a moeda chinesa na composição das reservas de seus bancos centrais. Atualmente, 1,1% das reservas de moedas estrangeiras globais são denominadas em Yuan.

A emissão dos Títulos Mulan auxilia os objetivos do G20 financeiro de expandir a oferta de títulos ofertados em SDR, além de procurar reestruturar o mercado monetário a nível mundial. Portanto, a maior integração do mercado financeiro chinês fortalece a imagem de comprometimento do país com o bem público global.

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Imagem (Fonte):

https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/09/13/15/14/money-938269_960_720.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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