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Bashar al-Assad pode causar conflito externo para garantir permanência do Regime

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A mídia internacional está levantando a possibilidade de o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, está trabalhando para a criação de um conflito contra Israel, como estratégia para garantir a permanência do Regime que impera no país há 11 anos, sob seu governo, desde que substituiu seu pai, Hafez Al- Assad, que ficou quase três décadas no poder (1971-2000).

 

De acordo com fontes internacionais, à medida que as manifestações têm aumentado e recebido mais apoio da “Comunidade Internacional”, o Presidente tem elevado desproporcionalmente a repressão contra a população, usando do recurso de franco-atiradores, tropas do Exército e unidades especiais para controlar as manifestações.

Entidades de “Direitos Humanos” afirmam que o número de mortos já ultrapassou as 800 vítimas, havendo especulações de que o total seja muito maior, algo que não pode confirmado devido ao controle sobre a informação que vem sendo exercido pelo Governo sírio. O Ocidente está evitando tomar medidas contra Assad, pois, ao longo dos últimos três anos ele conseguiu ser visto como o elemento de equilíbrio no país e na região, mesmo pelo governo de Israel, embora oficialmente não haja posicionamento deste país a respeito do tema. Especula-se que haja a aprovação ao Presidente sírio por parte do governo israelense, apesar da aliança do mandatário com o radicalismo palestino e de ele ser o principal aliado regional do Irã.

Mesmo com este cuidado, os EUA resolveram ontem, quarta-feira, dia 18, aplicar sanções contra Basher Al-Assad, por acusação de abusos aos “Direitos Humanos”, graças à repressão contra as manifestações políticas e sociais que se iniciaram em março deste ano, 2011.

Pela medida, estão congelados os bens e ativos que existam nos EUA do Presidente sírio, de mais seis autoridades do Governo e também proíbe que norte-americanos façam negócios com as personalidades que constam na lista feita pelas autoridades norte-americanas.

A razão apresentada por Obama foi: “para adotar medidas adicionais com respeito à contínua escalada da violência por parte do governo da Síria contra o povo. Inclusive por meio de ataques contra manifestantes, prisão e perseguição de manifestantes e ativistas políticos e repressão de mudanças democráticas, supervisionada e executada por vários elementos do governo sírio”.

O subsecretário em exercício para “Terrorismo e Inteligência Financeira do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos”, David Cohen, afirmou: “As medidas que o governo (dos EUA) tomou hoje enviam uma mensagem inequívoca ao presidente Assad, à liderança síria e a integrantes do regime de que eles serão responsabilizados pela violência e repressão em curso na Síria”.

Analistas apontam que esta ação poderá gerar mais radicalismo por parte do presidente Assad, pois, diante da situação, ele poderá chegar ao extremo de envolver Israel em um conflito. Os indícios de que tal medida já está sendo adotada veio das denúncias de que as fronteiras entre os dois países foram invadidas por refugiados sírios em direção ao Estado judeu, tendo ocorrido a morte de várias pessoas por soldados israelenses. Até ontem, dia 18, tinham sido anunciados 15 mortos.

Conforme apontam os especialistas, o movimento sírio está em permitir que refugiados se desloquem para o Estado vizinho, obrigando o Governo deste a responder com violência, acreditando que isto poderia trazer uma rápida, mas eficiente unificação dos sírios contra os judeus, gerando a manutenção do atual governo da Síria enquanto o problema se desenrolar.

Segundo afirmam os observadores, o procedimento faz sentido em termos lógicos, porém a sociedade síria está dividida, as Forças Armadas deste país não têm condições de suportar um conflito médio por tempo razoavelmente prolongado e gerará reação da “Comunidade Internacional”, que acabará se vendo envolvida em mais um conflito de difícil solução, terminando por optar pela contraposição absoluta a Assad e aos demais membros de seu governo, pois no caso de uma guerra nesta região, estarão instaurados os elementos para um desequilíbrio sistêmico, algo que a “Sociedade Internacional” fará o que for necessário para evitar.

 
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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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