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Brasil cancela Projeto com a Bolívia por economia de recursos

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De acordo com divulgado na mídia brasileira*[1], a “Ponte Binacional Brasil-Bolívia” que ligaria as cidades de Guajará-Mirim (no “Estado de Rondônia” – Brasil) e Guayaramerín (no “Departamento de Beni”, Bolívia, que tem um porto na margem esquerda do “Rio Mamoré”, em frente a cidade brasileira) foi excluída pelo Governo brasileiro das prioridades de investimentos, logo de execução de projetos.

O Projeto foi suprimido do “Programa de Aceleração do Crescimento” (PAC) brasileiro, agora na versão 3 (PAC-3), que deveria unir o que não foi feito nas versões PAC–1  e PAC–2. As informações disseminadas são de que o “Comitê Gestor do PAC”, sobre o qual se afirma ser eminentemente técnico, concluiu que a obra deveria ser retirada por não ser rentável e não justificar o aporte de recursos.

As críticas estão sendo variadas, apontando alguns observadores que o cálculo se dá na realidade pela força política da região sul e sudeste do Brasil que acabam levando o Governo Federal a preferir priorizar os investimentos nos centros industriais, ao invés de alocar recursos em pontos estratégicos do território, em especial da fronteira brasileira, onde há necessidade de desenvolvimento para melhor aparelhar os meios necessários à preservação da soberania do país. Nesse sentido, pelo entendimento desses críticos, o investimento seria estratégico, sem excluir o fator econômico em médio e longo prazos.  

Os comentários também se concentram na questão de que, embora tecnicamente possa não ser rentável em curto prazo, o empreendimento é uma exigência do Estado de Rondônia, daquela região do país e da cidade brasileira de Guajará-Mirim. Além disso, é uma promessa de campanha permanente de senadores em período de eleição, razão pela qual se acredita que vários candidatos novamente a farão e tenderão a pressionar o Governo Dilma, além de poderem usar o presidente da Bolívia, Evo Morales, para convencer seus amigos brasileiros.

Se isso ocorrer, trará uma situação de contradição entre a decisão técnica e a decisão política, uma vez que se acredita que somente poderá haver recursos se o dinheiro sair de algum fundo de investimentos que não o PAC. Ressalte-se ainda que há uma crença generalizada de que a parte boliviana do contrato acabará sendo custeada pelo Brasil.   

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* Apesar de não ter sido identificada a divulgação  na imprensa boliviana, esta notícia foi replicada em vários canais brasileiros, com o mesmo conteúdo. Por exemplo, em:

Ver:

http://www.portalguajara.com/category/sem-categoria/

Ver:

http://www.aperoladomamore.net/index.php?option=com_content&view=article&id=4788:amorim–cade-voce-fui-na-audiencia-pra-te-ver&catid=4:noticias-militares&Itemid=2

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.jaru190.com/a-ponte-brasil-bolivia-saiu-do-pac/

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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