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Brasil, China e Índia poderão ser excluídos do próximo orçamento da cooperação europeia

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De acordo com matéria publicada no jornal espanhol “El País”*, a “União Europeia” (UE), o maior doador de “Ajuda ao Desenvolvimento” (AOD) em 2010, pretende agora que seu trabalho e seu dinheiro tenham “mais impacto”*. Funcionários da “Comissão Europeia” (CE) explicaram a jornalistas na semana passada, em Bruxelas, que entre 2014 e 2020 a ajuda do Bloco se concentrará em menos setores e países. Conforme ressaltou o comissário europeu Andris Piebalgs, “é demasiado ambicioso tentar ajudar em todas partes, e o impacto não é suficientemente forte”*. Também foi divulgado que a AOD europeia será dedicada a países que respeitem os valores europeus de democracia, direitos humanos e transparência.

 

Nos países considerados frágeis a ajuda será direcionada à construção de instituições democráticas, por meio do debate político entre doador e receptor. Piebalgs apontou a Tunísia como exemplo, adiantando que se aplicará o princípio de “mais por mais”*, isto é, “mais reformas, mais ajuda”*.

UE também planeja excluir da lista de receptores de AOD países que considera que já não precisam mais dela e podem, por si sós, se ocupar de erradicar a pobreza dentro de suas fronteiras. A Comissão ainda não definiu quais Estados serão excluídos, mas Piebalgs apontou àqueles que passaram de renda baixa para renda média, como Brasil, China e Índia.

Natalia Alonso, responsável pelo escritório da “Oxfam Internacional” em Bruxelas, concorda que a ajuda europeia à China, por exemplo, é “uma gota no oceano, e não a precisa”. Por outro lado, adverte que diversos países que passaram de renda baixa para renda média ainda registram altos índices de desigualdade e necessitam da ajuda.

Outra novidade desta Agenda é o fomento da participação do setor privado na política de cooperação. John Rwangombwa, ministro de Economia de Ruanda, afirmou que “a ajuda por si só não é suficiente (…) Precisamos também investimento privado”*.

Neste momento de crise, Piebalgs ressalta a necessidade de que cada euro gasto gere impacto, através de uma maior coordenação entre os Estados membros para evitar a duplicação de esforços.

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* Fonte Consultada:

http://internacional.elpais.com/internacional/2011/10/21/atualidade/1319204902_636885.html

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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