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Brasil e a parceria com organismos internacionais

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Durante a Exposição Global da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sul-Sul, que ocorreu na última semana de novembro (2017), autoridades brasileiras aproveitaram a ocasião para realçar seu compromisso com o crescimento da cooperação para o desenvolvimento por meio de modelos trilaterais.

Em evento paralelo, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentou material com informações sobre as estratégias brasileiras para a Cooperação Sul-Sul trilateral com Organismos Internacionais, evidenciando as vantagens alcançadas a partir dessas parcerias. Trata-se de um marco teórico e a metodologia de implementação.

Logo da Agência Brasileira de Cooperação

É válido destacar que no início do mês de junho (2017), a ABC lançou o manual de “Diretrizes Gerais para a Concepção, Coordenação e Supervisão de iniciativas de Cooperação Técnica Trilateral”. Em conformidade com o que se intitula, o objetivo do documento é fornecer orientações gerais que facilitem a implementação e a gestão de projetos e programas de cooperação técnica desenvolvidos na modalidade Trilateral.

Essa publicação serve para registrar o desenvolvimento da Cooperação Técnica Trilateral brasileira até o momento, assim como surge para ser referência para ministérios, autarquias e a sociedade civil interessados na temática. Objetiva-se também servir como referencial para outros países em desenvolvimento e desenvolvidos.

Representantes de diversos organismos internacionais, tais como da agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), participaram desse diálogo e ressaltaram que houve evoluções nas parcerias com o Governo brasileiro, que tem disponibilizado suas expertises na administração pública para compartilhar com outros países do Sul global para ajudá-los a solucionar desafios locais.

A cooperação trilateral segue os mesmos princípios da Cooperação Sul-Sul, quais sejam: a horizontalidade; os benefícios mútuos; o respeito à soberania e não-intervenção; a transferência de expertises locais; e o enfoque na capacitação pessoal, institucional e produtiva do país parceiro.

De acordo com o Manual de Gestão da Cooperação Técnica Sul-Sul, se inserem na modalidade Cooperação Técnica Trilateral os programas e projetos trabalhados ou pelo Brasil e dois países em desenvolvimento; ou pelo Brasil, um país em desenvolvimento e um desenvolvido; ou pelo Brasil, um país em desenvolvimento e uma organização internacional.

Ações como o diálogo recente visam garantir a sustentabilidade de ações brasileiras de cooperação no Sul global, tendo em vista a crise econômica que enfrenta o país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Brasil realiza debate sobre cooperação trilateral com organismos internacionais” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/imprensa/mostrarconteudo/807

Imagem 2 Agência Brasileira de Cooperação” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/imprensa

Vinícius Sousa dos Santos - Colaborador Voluntário

Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência acadêmica internacional no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. É coordenador do Café com Política e colunista político do Congresso em Foco. Foi estagiário-visitante da Câmara dos Deputados e trainee do Setor Político, Econômico e de Informação da Delegação da União Europeia no Brasil. Atuou também como pesquisador colaborador voluntário do Observatório Brasil e o Sul (OBS). É voluntário Departamento da Juventude da Cruz Vermelha Brasileira Brasília (CVBB).

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