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[:pt]Brasil estuda possibilidade de alugar sua base de lançamento de foguetes aos Norte-Americanos[:]

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Desde a última quarta-feira (27 de julho de 2016), vem sendo disseminada na mídia a questão da locação da base de lançamento de foguetes do Brasil para os Norte-Americanos. Esta base é conhecida por Centro Espacial de Lançamento de Alcântara (CLA) e fica localizada no Estado do Maranhão. O assunto se deu após à recente visita de José Serra, o atual Ministro das Relações Exteriores do Governo interino brasileiro, ao Embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, a qual teve como intuito retomar esta questão, iniciada em 2000, no Governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Ela havia sido esquecida com o início do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

O Brasil faz parte de um grupo seleto de países que possuem bases de lançamentos de foguetes, nas quais são levados satélites para o espaço para servirem a várias atividades, como, por exemplo, fonte de comunicação e para prevenção contra possíveis ataques. Outros países que também detém bases do gênero são: EUA (Estados Unidos), Rússia, China e França.

Contudo, a CLA possui uma posição privilegiada devido a sua proximidade em relação à linha do Equador, onde a velocidade de rotação da terra é maior, o que gera um impulso nos foguetes que carregam os satélites e, assim, reduz os custos com combustíveis, estimando-se uma vantagem de 13% a 31% em relação a base de lançamento do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Esta seria uma das razões para o interesse dos Norte-Americanos na Base de Alcântara.

A questão da locação da CLA aos EUA (Estados Unidos), como dito anteriormente, foi iniciada no governo de FHC (ano 2000), época em que Amaral atuava como Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil. O ex-Presidente pretendia realizar uma espécie de aluguel para que os norte-americanos pudessem realizar lançamentos espaciais.

Contudo, o Acordo recebeu uma reação negativa por parte de setores nacionalistas e dos militares na época, que argumentavam, por intermédio da mídia, que a proposta cedia “amplos poderes aos locadores da base, renunciando a uma série de controles e prerrogativas que o Brasil teria enquanto dono da instalação, criando um enclave dos EUA no Maranhão”.

Logo após a posse de Lula como Presidente do Brasil o assunto foi deixado para segundo plano, apesar de ter sido novamente discutido em 2013, mas sem avanços consideráveis. Porém, os EUA nunca deixaram de demonstrar interesse. Após a volta do assunto na agenda bilateral, formulada pelo atual Governo interino de Michel Temer, a questão voltou a preocupar os setores militares que, segundo vem sendo disseminado na mídia, temem novas cláusulas atentatórias à soberania brasileira sobre esta porção do território brasileiro.

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Imagem (Fonte):
https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lançamento_de_Alcântara

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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