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Brasil promove o primeiro ciclo de debates relativo ao setor público do membros do BRICS

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No dia 8 de agosto de 2013, o Brasil foi palco oficial, na cidade de Brasília, do primeiro evento criado para discutir questões reputadas “fundamentais” concernentes ao setor público do bloco BRICS (grupo formado por “Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul”). O objetivo precípuo do encontro foi analisar e selecionar o que há de melhor, mais positivo e producente nas relações de trabalho internas de cada um dos países para que, em um segundo momento, haja compartilhamento desses dados entre os cinco Estados. Nesse sentido, o Presidente da “Confederação dos Servidores Públicos do Brasil” (CSPB), João Domingo dos Santos, afirmou que esta reunião serviria como uma proveitosa oportunidade de fazer com que os países do BRICS vislumbrassem pontos fortes e fracos no processo de integração e, destarte, fazer os ajustes necessários. Declarou: “Apesar de informal, o Brics é um bloco econômico que tem grandes trocas comerciais. De forma paralela, Brasil e Rússia, por exemplo, têm trocas comerciais muito importantes no setor da alimentação, da carne, no setor de matérias-primas e minério de ferro. Mas não sabemos como estão os trabalhadores desses países nesse contexto. Então, queremos nesse primeiro estágio, construir uma agenda positiva de interação de interlocução e criar um calendário de eventos e projetos novos a cada ano[1].

Domingos acrescentou, ainda, o grande potencial contributivo brasileiro, notadamente no que tange à questão sindical, haja vista o país possuir o movimento mais antigo do mundo, consolidado há mais de 70 anos, o que forneceria um ótimo exemplo no qual se espelhar. Afirmou: “Temos um modelo em que os trabalhadores, por meio de seus sindicatos, têm real poder de intervenção no país[1]. E, de modo a reforçar tal assertiva, mencionou o caso de sucesso do presidente Lula, que iniciou seus trabalhos no referido movimento.

O “Ministro Conselheiro da Embaixada Russa”, Vladimir Tokmakov, por seu turno, destacou o fato de que o encontro permitiria aos membros do Bloco trocarem informações e experiências e, assim, fortalecer e melhorar o processo integracionista: “Sem conhecimento não se pode construir nada. Essa iniciativa me parece muito oportuna. Acredito que vai produzir resultados positivos[1].

O “Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil”, Sérgio Mendonça, na condição de representante da ministra Miriam Belchior, destacou que 40% da população mundial vive nos países componentes dos BRICS, que estes têm grande importância geopolítica e peso econômico, o que não pode ser desconsiderado. Para ele, o aspecto mais relevante do evento seria “Uma contribuição do serviço público para o desenvolvimento mundial com inclusão social, inovação tecnológica e sustentabilidade[1].

Estudiosos do assunto afirmam que esta é mais uma forma de os cinco países demonstrarem seu real desejo de se empenharem no processo integracionista, no qual denotam acreditar fortemente, diferentemente de muitos que já se arriscam a prenunciar o futuro fracasso do Bloco.

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Imagem (Fonte):

http://4.bp.blogspot.com/-lRvfoxumltw/T9NGr9uTOOI/AAAAAAAABFk/EuUflC2ECK0/s320/BRICS.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://gazetarussa.com.br/internacional/2013/08/12/brasilia_sedia_primeiro_ciclo_de_debates_sobre_setor_publico_do_21011.html

João Paulo Falavinha - Colaborador Voluntário

Advogado (Unicuritiba). Pós-Graduado pela mesma instituição, em Direito Internacional. Realizou curso de aperfeiçoamento em Negócios Internacionais ("International Trade") no Holmes Institute, em Melbourne (Austrália). Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atual membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR.

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