LOADING

Type to search

Share

A presidente brasileira Dilma Rousseff posicionou-se radicalmente contra a prorrogação do relançamento das negociações da “Rodada Doha” durante a reunião do G20 – grupo das vinte maiores economias do planeta – ocorrida em “Los Cabos”, México, nos dias 18 e 19 de junho. Em entrevista concedida a jornalistas, Dilma teria dado a entender que alguns países desenvolvidos queriam incluir na declaração final uma cláusula que adiasse a retomada das negociações até o fim de 2014 ou 2015, mostrando como o tema do comércio internacional foi abordado na Cúpula, ainda que marginalmente, se comparado ao tratamento dado à “Crise Econômica Europeia”.

 

A Presidente brasileira defendeu que “a crise não pode ser biombo para a prorrogação de uma situação de desequilíbrio global no que se refere ao comércio internacional”*, bem como que “estamos [os brasileiros] propondo que em 2014 se reabra a Rodada Doha e se dê prazo para fechar, para evitar prorrogamentos [sic] de interesses muito grandes de países que são privilegiados por subsídios agrícolas, por práticas de competição indevidas no momento atual”*.

A “Rodada Doha” foi lançada em 2001, no âmbito da “Organização Mundial do Comércio” (OMC), com prazo de conclusão de cinco anos. Não obstante, as negociações foram paralisadas na cúpula do G20 em 2008 (tendo em vista os conflitos de interesses entre países desenvolvidos e em desenvolvimento), com definição acertada na reunião de 2010 do prazo de reabertura dos trabalhos para 2014. Apesar das controvérsias, a declaração final da última edição manteve o limite previamente acordado.

——————-

Fontes:

* Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120619_brasil_doha_pu_ac.shtml

Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/49833-dilma-quer-retomar-liberalizacao-comercial.shtml

Tags:
Isabella Soares Curce - Colaboradora Voluntária

Graduada em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) – campus Franca. Com atuação focada na área de Marketing Internacional, foi membro do Grupo de Estudos de Marketing Internacional (MKI), atuando também com a questão da inserção internacional de produtos agropecuários, além do mercado de luxo. No CEIRI NEWSPAPER escreve sobre temas relacionados ao Comércio e Economia Internacional.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!