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“Ver um evento promovido pelo Instituto Confúcio, um órgão criado para difundir a cultura chinesa pelo mundo, é um claro sinal de que os chineses não medem esforços para realizar ações entre ele e países amigos, sempre criando atividades em diversos campos diplomáticos, econômicos e culturais para manter a saúde positiva de suas relações.”

Fabricio Bomjardim
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O final do mês de fevereiro e o início do mês de março de 2018 foi repleto de eventos de música e cultura chinesa em toda a região metropolitana de São Paulo, com destaque para a Festa do Ano Novo Chinês, no bairro paulistano da Liberdade, e para o Festival das Lanternas, ocorrido no parque do Ibirapuera. Há alguns anos, eventos festivos chineses acontecem em todo o país, mas, desde 2007, eles ganharam força com as festividades do Ano Novo na capital paulista, popularizando a cultura chinesa e indo além das artes marciais.

Entre os anos de 2007 e 2016, a entidade sino-brasileira JCI Brasil-China realizava a celebração do Ano Novo Chinês em São Paulo e, com a força do evento, apresentou aos locais outras festividades típicas da China, como o Dragon Boat – Corrida de barcos-dragões, muito comum no país asiático –, e popularizou as Olimpíadas Chinesas, que ocorrem no Centro Olímpico Marechal Mário Ary Pires, também na capital do Estado de São Paulo. Desde então, já ocorreu o Ano da China no Brasil, o Ano do Brasil na China, o intercâmbio cultural entre os dois países foi se popularizando e entidades de grande relevância na China passaram a atuar de forma mais presente em eventos culturais chineses no país, o que nos leva a entender como o intercâmbio de diversas áreas cresceram até os dias atuais.

Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Antes do ano de 2007, pouco se conhecia sobre a China, além de seus filmes de artes marciais e da economia chinesa, dois assuntos bem comuns na mídia e no entretenimento brasileiro. Também havia divulgação sobre o número crescente de alunos chineses de intercâmbio em cursos e universidades em território nacional, cujo exemplo é a quantidade deles circulando pela Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), que são muitos temas de discussão e o CEIRI NEWSPAPER sempre esteve noticiando aos leitores do portal desde então, assim como fez sobre o Mês do Brasil na China e sobre as relações desapercebidas pelos brasileiros, entre outras informações curiosas e importantes aqui tratadas.

Banda Su Yang ( Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No último evento do Festival das Lanternas, realizado pelo Instituto Confúcio, na Unesp, em São Paulo, foi interessante ver como a visão brasileira sobre os chineses vem evoluindo e enriquecendo. Em um dia nublado, centenas de pessoas compareceram ao local para apreciar mais daquele distante país milenar, e encerraram a noite com um dos maiores músicos de Folk Rock chinês, com o show do grupo Su Yang.

Demonstrando respeito pelos brasileiros, dedicação e esforço para interagir com o Brasil, a Consulesa chinesa em São Paulo, Sra. Chen Peijie, declarou que “a relação cultural entre Brasil e China nunca esteve melhor e vamos nos esforçar para aperfeiçoa-la”, falou em português, mesmo que ainda esteja com um forte sotaque e pouca fluidez do idioma, algo que foi elogiado pelos presentes ao perceberem sua dedicação. Ela também participou da cerimônia de acendimento das lanternas, falando no bom chinês, com uma tradução para o entendimento do público local.

Ver um evento promovido pelo Instituto Confúcio, um órgão criado para difundir a cultura chinesa pelo mundo, é um claro sinal de que os chineses não medem esforços para realizar ações entre ele e países amigos, sempre criando atividades em diversos campos diplomáticos, econômicos e culturais para manter a saúde positiva de suas relações. Ilustrativamente, a unidade do Instituto em São Paulo foi eleita por diversas vezes como o melhor Instituto Confúcio no mundo, sendo ela completa quando se trata de promover o intercâmbio entre jovens e adultos que tem interesse em conhecer e aprender mais da cultura de seu país de origem.

Vista do Público durante o Festival das Lanternas (Foto Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Hoje, com os avanços tecnológicos dos mecanismos de comunicação e entretenimento, brasileiros e chineses estão mais próximos um da cultura do outro. Para o brasileiro, a China já está além dos clássicos filmes de Jackie Chan e Jet Li, e além das páginas de economia do noticiário brasileiro. Agora, por exemplo, está mais fácil entender que muito do que o brasileiro já conhecia, mas usava um nome japonês para identificá-lo, foi criado na China e muito da gastronomia que está presente em diversos supermercados tem origem nesse gigante asiático, sendo agora divulgado da forma correta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 2 Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 3 Banda Su Yang” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 4 Vista do Público durante o Festival das Lanternas” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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1 Comments

  1. Antonio Ferreira 20 de Março de 2018

    Interessante artigo, Fabrício. A China tem investido em estreitar laços culturais, a exemplo do concurso (http://br.china-embassy.org/por/sggg/t1531106.htm) citado pela consul e cuja divulgação repercutiu inclusive na mídia,

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