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[:pt]Câmara dos Representantes dos EUA aprova sanções por mais 10 anos para o Irã[:]

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Após dez meses da decisão tomada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de suspender as sanções contra o Irã, na última terça-feira, 15 de novembro, congressistas norte-americanos decidiram renová-las por mais 10 anos. O Acordo para impedir o programa militar iraniano, e assim evitar que aquele país desenvolvesse bombas atômicas, foi estabelecido no ano passado (2015), no dia 14 de julho, e firmado com os Estados Unidos (EUA) e mais cinco países, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha.

O principal objetivo foi assegurar que o Programa Nuclear do Irã fosse de caráter exclusivamente pacífico e não militar. Em troca de seu cumprimento, as sanções internacionais que asfixiavam a economia do país seriam retiradas. Após a decisão, a AIEA concluiu, em 16 de janeiro de 2016, que o Irã havia conseguido cumprir todas as exigências. Porém, em abril deste ano, o Líder Supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei acusou os EUA de não cumprir com sua parte do Acordo, acusando-o ainda de “irãfobia’. Desde então, as relações entre ambos os Estados ficaram abaladas.

Tendo em vista a conturbada relação entre EUA e Irã, a Câmara dos Representantes aprovou, com 419 votos, novo Projeto de Lei para renovar as sanções contra o Irã, em resposta às provocações feitas em 15 de março (2016), quando o país realizou testes balísticos, mesmo após advertências estadunidenses sobre a violação das proibições internacionais. Além disso, a decisão tomada também serviu para mostrar a determinação dos EUA em ter um papel maior perante a política do Oriente Médio, independentemente de quem for o Presidente norte-americano.

O Ato de Sanções contra o Irã (ISA, na sigla inglesa) foi adotada inicialmente no ano de 1996, com intuito de punir eventuais investidores na indústria de energia nuclear iraniana e, caso esta medida não fosse renovada, ela se encerraria no final deste ano (2016). Para a promulgação do novo Projeto de Lei, de estender as sanções por mais 10 anos, ainda é necessário que a proposta seja aprovada pelo Senado estadunidense e ratificada pelo presidente Obama. A votação foi realizada uma semana após o republicano Donald Trump ser eleito Presidente dos EUA, sabendo-se que o mesmo já havia criticado fortemente a negociação do acordo nuclear com a República iraniana.

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ImagemLíderes do P5+1 reunidos em Lausanne, Suíça” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_iraniano#/media/File:Negotiations_about_Iranian_Nuclear_Program_-_the_Ministers_of_Foreign_Affairs_and_Other_Officials_of_the_P5%2B1_and_Ministers_of_Foreign_Affairs_of_Iran_and_EU_in_Lausanne.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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