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Chefe da Agência de Inteligência para a Defesa dos EUA visita Egito

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No último final de semana, uma Delegação comandada por Vicente Stewart, Chefe da Agência de Inteligência para a Defesa (DIA) dos Estados Unidos da América (EUA), reuniu-se no Cairo com Sedqi Sobhi, Ministro de Defesa do Egito, e Mahmoud Hegazy, Chefe de Estado Maior das Forças Armadas egípcias, a fim de discutir assuntos relacionados à cooperação militar entre os dois países. Além dessa Delegação, representantes da Câmara e do Senado norte-americano também se encontraram com autoridades egípcias.

Os Estados Unidos fornecem anualmente US$ 1,3 bilhão ao Egito, contudo, em outubro de 2013, o Governo norte-americano anunciou a suspensão dessa ajuda, alegando preocupações com questões relativas aos Direitos Humanos. Naquele momento, o Governo egípcio promoveu uma forte repressão sobre manifestantes apoiadores da Irmandade Muçulmana, logo após a saída do ex-presidente Mohamed Morsi, em julho de 2013. Os EUA reestabeleceram a ajuda a partir de março de 2015, após a visita de John Kerry, Secretário de Estado norte-americano, que negociou com Sameh Shukri, Chanceler egípcio, o retorno do auxílio. Essa foi a primeira negociação nesse modelo desde 2009, pois, entre 2011 e 2013, as tratativas entre os dois países foram interrompidas em virtude dos desdobramentos da Primavera Árabe.

Em maio de 2015, os EUA doaram aos militares egípcios um lote de veículos 727 protegidos contra emboscadas e resistentes a minas (MRAP, na sigla em inglês), entretanto não foi revelado quantos foram entregues. Os veículos, segundo declarações de Charles Hooper, Maj. General norte-americano, são um recurso importante e formaram parte da capacidade do país usada para combater o terrorismo regional.

Assim sendo, a agenda do encontro no dia 12 de junho teve como foco a cooperação militar entre EUA-Egito, e também assuntos relativos a agenda regional, como a luta antiterrorista. No que tange aos conflitos regionais, uma das principais preocupações está relacionada à situação na Líbia. Desde 2011, o país vive em meio à guerra civil resultante dos desdobramentos da Primavera Árabe, mas que é fortemente alimentada por grupos políticos e terroristas, tais como Estado Islâmico.

Dessa forma, para além das questões internas egípcias, o fomento norte-americano na cooperação militar leva em conta o atual quadro de conflitos, tanto no Oriente Médio quanto no Norte da África. Nesse aspecto, vale pontuar que o Egito é um país geoestratégico, uma vez que se encontra entre a África e o Oriente Médio, e que através do Canal de Suez (Mar Vermelho) liga o Mediterrâneo ao Oceano Índico. Desse modo, em virtude do agravamento da situação regional e da importância estratégica do país, Cherine Maher, chefe da segurança regional na Embaixada dos EUA na Jordânia, afirmou que é esperado que o mercado de defesa egípcio cresça entre 15 a 20% nos próximos anos, a fim de proteger suas fronteiras em todos os perímetros.

Por fim, ainda em maio deste ano (2016), o próprio John Kerry, em conversações com Abdel Fattah al-Sisi, Presidente do Egito, destacou a importância do Egito como aliado regional dos Estados Unidos. De acordo com declarações, Kerry assinalou que os EUA pretendem ajudar o país a consolidar as instituições democráticas, fomentar o crescimento econômico e, na luta contra o terrorismo, fortalecer a segurança regional.

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Imagem (Fonte):

http://www.dailynewsegypt.com/2016/06/11/defence-minister-armed-forces-chief-staff-meet-us-defence-intelligence-chief/ 

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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