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China conclui um Acordo de Livre Comércio com a União Econômica Eurasiática

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A China concluiu agora em outubro (2017) um Acordo de Livre Comércio com a União Econômica Eurasiática (UEE), após mais de um ano de negociações distribuídas em cinco rodadas, três reuniões de trabalho e dois encontros ministeriais. Os temas acordados incluem harmonização de procedimentos aduaneiros; redução de barreiras não tarifárias e facilitação do comércio; cooperação entre órgãos governamentais; e tópicos como comércio digital e de bens eletrônicos.

Mapa demonstrando as Novas Rotas da Seda (Belt and Road Initiative)

Liderada pela Rússia, os demais Estados membros da UEE incluem Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirquistão. A negociação dos primeiros tratados do bloco começou ainda nos anos 1990, entretanto, a consolidação da área como uma união aduaneira ocorreu apenas no ano de 2010. A UEE caminha para se estabelecer como um mercado único com livre circulação de pessoas, serviços, capitais e mercadorias. Algumas de suas instituições foram moldadas a partir do modelo da União Europeia, com especial foco na construção de infraestrutura.

A Rússia planeja projetar sua influência rumo ao Ártico e à Ásia Oriental, através do adensamento institucional e de projetos capitaneados pela UEE. O objetivo do acordo com a China é estimular a integração entre a UEE e o projeto das Novas Rotas da Seda (“Belt and Road Initiative” – BRI, na sigla em inglês*), que a China faz avançar como forma de aumento da conectividade do espaço Eurasiático e visando à projeção de sua própria esfera de influência.

A cooperação entre China e Rússia tem foco nas questões energéticas e inclui o planejamento de construção de gasodutos e oleodutos destinados a abastecer a demanda chinesa por hidrocarbonetos. Recentemente foi anunciado que a empresa estatal CEFC China Energy vai adquirir 14,16% das ações da gigante estatal russa Rosfnet, empresa petroleira, pelo valor de US$ 9,1 bilhões.

Paralelamente a isto, a UEE vem estabelecendo negociações para promover acordos de facilitação de comércio com a Índia, com Cingapura, com a Turquia e com o Irã. No seu conjunto o Bloco representa um mercado de 183 milhões de pessoas e um PIB de US$ 4 trilhões, em termos de paridade de poder de compra. Tendo em vista este grande potencial econômico, é natural que as relações entre a UEE e a China sejam vistas como estratégicas para ambas as partes.

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Nota:

A BRI inclui projetos de construção de infraestrutura que envolvem diversas áreas, tais como ferrovias de alta velocidade, portos, aeroportos, gasodutos e oleodutos, além de usinas de energia. A Nova Rota da Seda deverá se estender por mais de 60 países, compreendendo 62% da população global e cerca de 30% do PIB mundial. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa com os países membros da União Econômica Eurasiática (UEE)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Eurasian_Economic_Union_%28orthographic_projection%29_-_Crimea_disputed.svg/768px-Eurasian_Economic_Union_%28orthographic_projection%29_-_Crimea_disputed.svg.png

Imagem 2 Mapa demonstrando as Novas Rotas da Seda (Belt and Road Initiative)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/One_Belt_One_Road.png

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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