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China intensifica combate ao terrorismo

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O terrorismo é um dos temas mais presentes na agenda internacional. Por ser uma ameaça difusa, em que nunca se pode ter certeza sobre quais serão seus alvos nem como eventuais ataques serão executados, o terrorismo é uma das maiores preocupações dos Estados nacionais no século XXI. A China enfrenta desafios, sobretudo na província de Xinjiang*, mas tem conseguido adotar uma estratégia eficaz que permitiu redução significativa do número de ataques terroristas nos últimos anos. No entanto, a ameaça ainda persiste. 

Tanques destruídos na Guerra Civil Síria

Até os anos 2000, as ações eram concentradas na região de Xinjiang, sendo orientados muitas vezes por um desejo separatista da população Uigur, cuja maioria professa a religião islâmica. Na primeira metade da presente década (anos 2010), contudo, os atentados terroristas tornaram-se mais ousados, visando atingir símbolos do governo e diversificando sua abrangência geográfica. Em 28 de outubro de 2013, um carro repleto de explosivos colidiu com um grupo de pessoas na Praça Tiananmen, em Pequim, muito perto do retrato de Mao Zedong**. Além disso, também houve atentado na província de Yunnan***, em 2014. Embora os ataques sejam espalhados geograficamente pelo país, especialistas acreditam que os terroristas são originários de Xinjiang.

Desde 2015, contudo, quase nenhuma ação ocorreu na China. Esse fato pode ser atribuído às rígidas medidas de vigilância adotadas pelo governo, em que a tecnologia é utilizada a serviço da obtenção de informações importantes para a segurança nacional. Entre os procedimentos que facilitam a vigilância podem ser mencionados o monitoramento pela internet, reconhecimento facial e de voz, sistema integrado de vigilância das ruas por câmeras e análise de DNA. Outro fator importante para a redução de ataques está relacionado ao rigor da lei anti-terrorismo, aprovada em 2015. O diploma legal permite o uso de vários instrumentos pelas autoridades chinesas, incluindo cooperação com autoridades estrangeiras para que a polícia possa atuar no exterior e o maior monitoramento de voos.

A relativa tranquilidade na China não significa que as ameaças desapareceram. Pelo contrário, a participação de extremistas uigures na guerra civil síria, no Afeganistão e no Paquistão implica aumento do risco de atentados terroristas em um futuro próximo. Na Europa, os indivíduos radicalizados que retornaram da Síria ameaçaram a estabilidade regional e tiveram influência em ataques recentes na França e na Alemanha. Alguns jornalistas afirmam que centenas de uigures foram treinados no Oriente Médio e poderiam realizar atentados terroristas no território chinês. Mesmo com a prisão de muitos desses líderes em 2015, quando regressaram a Xinjiang, não está claro qual o grau de influência que eles poderiam ter para outros extremistas radicais na China.

O terrorismo continua sendo uma ameaça relevante para a segurança chinesa. Apesar dos avanços no combate e na prevenção a ataques, isso não significa a eliminação do perigo. Diante disso, o governo mantém-se atento e busca cooperar com outros Estados para conservar protegido e lutar contra um dos maiores riscos para a segurança internacional.

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Nota:

* Província chinesa com grande percentual de população islâmica, situada na fronteira com o Paquistão. Local onde há sentimento separatista e o governo chinês identifica ameaças terroristas.

** Um dos governantes mais populares da história chinesa, foi o principal líder da Revolução Comunista de 1949.

*** Província do sul da China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Retrato de Mao Zedong na Praça Tiananmen, local do atentado de 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mao_Zedong

Imagem 2 Tanques destruídos na Guerra Civil Síria” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Syrian_Civil_War

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2015/05/beyond-doubt-the-changing-face-of-terrorism-in-china/

[2] Ver:

https://thediplomat.com/2018/09/the-de-extremitization-campaign-in-xinjiang-a-cure-worse-than-the-disease/

[3] Ver:

http://www.ciis.org.cn/english/2016-10/25/content_9110049.htm

[4] Ver:

https://www.scmp.com/news/china/article/1734203/islamic-state-members-arrested-xinjiang-says-chinese-government-official

Jonas Marinho - Colaborador Voluntário

Especialista em Direito e Relações Internacionais pela Universidade de Fortaleza. Especialista em Desafios das relações internacionais, especialização oferecida pela Universidade de Leiden & pela Universidade de Genebra em parceria com o Coursera. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará.

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