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China suspenderá a produção de carros movidos a gasolina

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A China está realizando um planejamento para suspender a produção de carros movidos a combustíveis fósseis. O país pretende reduzir significativamente a sua emissão de carbono até o ano de 2030, visando contribuir para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e atuando em conformidade com o Tratado de Paris*.

Gráfico sobre Consumo e Produção de Energia na China

As informações são advindas de pronunciamentos oficiais do Governo chinês. Paralelamente a isto, a indústria de carros elétricos tem realizado grandes avanços. Um estudo conduzido pela Bloomberg estima que a produção de carros movidos a eletricidade reduzirá o consumo diário de petróleo na medida de oito milhões de barris a nível global até o ano de 2040.

A indústria de carros elétricos na China está crescendo vertiginosamente. Outro estudo, agora do Instituto Mckinsey, demonstra que o país produziu 43% dos veículos elétricos a serem comercializados no mercado global no ano de 2016, além disso, a China possui atualmente a maior frota de carros deste tipo no mundo e vem investindo fortemente na infraestrutura pública de suporte a esta tecnologia.

A mudança no padrão dos automóveis beneficiaria os países detentores dos minerais utilizados nas baterias elétricas. Isto não significa dizer que as refinarias e o petróleo deixarão de ser importantes para a geopolítica, geoeconomia e o comércio global. Devemos considerar que a demanda de hidrocarbonetos relacionada à indústria pesada continuará a proporcionar um sólido mercado para as grandes refinarias.

O plano da China de exportar a sua sobrecapacidade produtiva no setor de infraestrutura e construção civil para os países da Eurásia, através das Novas Rotas da Seda (Belt and Road Initiative), representa um exemplo da continuidade da relevância dos hidrocarbonetos, ao passo que estas obras precisarão de insumos energéticos tradicionais para que possam ser consolidadas.

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Notas e Fontes consultadaspara maiores esclarecimentos:

O acordo de Paris visa lidar com a redução e adaptação da emissão de gases que contribuem para o aquecimento global, espera-se que o acordo entrará em vigência no ano de 2020. Até o presente, 194 países assinaram o Acordo, sendo que 133 deles já o ratificaram no âmbito de suas jurisdições internas. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira da China ” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/8/7071/7378023376_8e8ccd6b3a_b.jpg

Imagem 2 Gráfico sobre Consumo e Produção de Energia na China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/13/China-primary-energy-ej-2009v1.svg/2000px-China-primary-energy-ej-2009v1.svg.png

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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