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Decorrente das suspeitas de envolvimento da Rússia nas eleições norte-americanas, quando um grupo de hackers russos, supostamente ligados ao Kremlin, invadiram os sistemas de computadores do Partido Democrata norte-americano, além de acusações mais abstratas por parte da grande mídia estadunidense, sem a apresentação de provas, a CIA estaria preparando um ciber-ataque, em retaliação ao possível envolvimento russo nas eleições presidenciais norte-americanas.

A possibilidade de uma interferência da Federação Russa passou a fazer parte da retórica de campanha da candidata Hillary Clinton, que acusa não só o seu candidato opositor, Donald Trump, de servir como um fantoche de Vladmir Putin, mas também o site Wikileaks de servir de plataforma para propaganda russa, que visa desmoralizar a candidata através do vazamento de e-mails que poderiam lhe prejudicar. Os e-mails disseminados pelo Wikileaks revelam uma série de práticas que levantam suspeitas sobre a campanha da Hillary, desde um favorecimento interno do Partido para ela e em detrimento de Bernie Sanders, à uma manipulação da grande mídia para fazê-la parecer mais agradável durante as reportagens.

Vale ressaltar que na noite do domingo, dia 16 de outubro, Julian Assange, fundador do Wikileaks e exilado na Embaixada equatoriana em Londres, teve sua conexão à Internet cortada pelo Equador, logo após o vazamento de novos e-mails do chefe de campanha de Hillary Clinton, John Podesta.

Diante das alegações de um suposto envolvimento russo nas eleições, de acordo com um oficial de inteligência dos Estados Unidos, em entrevista ao NBC News, “a administração Obama estaria contemplando um ciber-ataque secreto e sem precedentes contra a Rússia, em retaliação, pela alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas”. Outros oficiais corroboram com o relato, afirmando que “a CIA foi ordenada a apresentar opções para a Casa Branca de um leque de ciber-operações clandestinas, com o objetivo de assediar e envergonhar a liderança do Kremlin”.

Nos deparamos com uma nova face dos conflitos globais que vêm se desenvolvendo no século XXI. Dessa vez, não se trata de cenários hipotéticos em livros de ficção ou filmes remanescentes do final da Guerra Fria, mas uma evolução da competição e conflito de influências entre Estados Unidos e Federação Russa, adaptada à realidade interconectada do mundo globalizado.  

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ImagemHillary Clinton” (FonteGage Skidmore):

https://www.flickr.com/photos/gageskidmore/25887497611

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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