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CNT anuncia que vai rever contratos na Líbia

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O “Conselho Nacional de Transição” (CNT) anunciou neste final de semana que poderá rever os contratos feitos entre o regime de Kadhaffi e as empresas que exploravam petróleo e gás no país, podendo alguns deles serem cancelados.

 

As declarações foram feitas devido as convicções de que houve corrupção nas negociações envolvendo o governo líbio e as empresas contratadas. As suspeitas são respaldadas por considerações internacionais, uma vez que, sob a liderança de Muammar Kadhffi, a Líbia ocupava 146a posição entre 178 países, de acordo com a ONGTransparência Internacional”.

Analistas apontam que a situação é complexa e o Conselho passará por momentos tensos em breve, já que deve honrar as dívidas financeiras, políticas, diplomáticas e morais contraídas com países que apoiaram os rebeldes durante todos os combates, mas está sob constrangimento interno, diante das distorções que começam a surgir acerca dos negócios que foram feitos anteriormente com empresas, autoridades e governos, incluindo destes países aliados da rebelião.

Mustafá Abdul Jalil, presidente do CNT prometeu ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a David Cameron, primeiro-ministro britânico, que honrará os contratos, mas ressaltou que “desde que eles fossem limpos e transparentes”*.

O comportamento das lideranças tem sido destacado positivamente por observadores internacionais, mas não há garantias de que suas decisões terão plena acolhida pelos aliados, pois envolvem rever preços e cancelar negócios, o que pode afetar gigantes do setor de petróleo como a Eni, a BP,  a OMV e a ConocoPhillips. Segundo Abdul Jalil Mayouf, porta-voz da “Arabian Gulf Oil Co.”, “Vamos rever os contratos onde houver dúvidas”*.

A guerra civil ainda não se encerrou e analistas apontam que o CNT ainda está em fase de consolidação, buscando formas de manter sua unidade, tanto que foi adiado indefinidamente o anúncio de que estava assumindo o controle governamental do país.

A justificativa foi de que ainda há grupos de apoio a Kadhaffi para serem combatidos, mas os especialistas apontam que este problema é menor. O foco real está na negociação interna para o preenchimento dos cargos dos Ministério, bem como dos demais autoridades governamentais, que não está sendo feito de forma tranqüila isto pode ser um fator de fragmentação do grupo, mantendo a crise por muito tempo, apesar da pouca divulgação na mídia.

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* Fonte:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/libia-pode-rever-contratos-de-petroleo-e-gas

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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