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Colômbia: O Exército de Libertação Nacional nos diálogos para a paz

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As negociações do Governo colombiano para a paz não se estendem somente às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, mas também ao Exército de Libertação Nacional (ELN). As negociações estão ocorrendo em Quito, no Equador. As partes afirmam que é urgente o estabelecimento de um cessar-fogo bilateral. Este processo de paz na Colômbia possui fiadores como o Equador, onde ocorre atualmente a primeira rodada de negociações, mas também Venezuela, Cuba, Brasil e Noruega.

Logotipo da delegação de diálogos de Paz ELN

Dentre os vários pontos, destacam-se: a participação da sociedade e o fomento ao processo democrático através de debates. Outros pontos são: a superação da pobreza, da exclusão social, da corrupção e da degradação ambiental; o reconhecimento das vítimas e seus direitos; cessar-fogo bilateral; a revisão dos processos e condenações dos membros de sindicatos. As conversações resultaram na instalação de uma mesa pública para que os dois lados cheguem a um acordo que coloque fim em 53 nos de conflitos armados.

O chefe da delegação do Governo colombiano, responsável pelas negociações com o Exército de Libertação Nacional, é Juan Camilo Restrepo. Em entrevista ao jornal El País, ele afirmou que a sociedade colombiana possui um ceticismo em relação aos diálogos de paz com a ELN devido aos ataques ocorridos no país. Em outra entrevista concedida ao jornal El Espectador (publicado em 5 de junho de 2017), Restrepo salientou que é indispensável uma posição do ELN contrária aos sequestros, considerado como algo indispensável à continuidade das conversações.

Movimento: Colômbia se mobiliza

O Presidente do Equador, Lenín Moreno, em seu discurso de posse (24 de maio de 2017), reafirmou o apoio de seu país ao processo de paz na Colômbia, sobretudo à rodada de negociações que ocorrem na cidade de Quito. O mandatário equatoriano afirmou: “irmãos colombianos, irmão Juan Manuel Santos, continuaremos apoiando os diálogos de paz entre o governo do país irmão da Colômbia e a ELN”.

O líder da delegação da ELN, comandante Pablo Beltrán, em entrevista cedida a Eamon Gilmore (enviado especial da União Europeia), afirmou que o incremento das forças paramilitares que atuam na costa pacífica colombiana e a aliança entre o Governo e estes grupos constituem um grande obstáculo para o fim dos confrontos. Ele exigiu o término da repressão aos movimentos sociais e do assassinato de seus líderes. Em relação à mesa de conversações em Quito, mencionou a necessidade de um cessar-fogo bilateral que ocorra antes da visita do Papa Francisco, em setembro próximo.

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Fontes das imagens:

Imagem 1 O presidente Juan Manuel Santos se encontra com o Exército de Libertação Nacional (Fonte):

https://twitter.com/RGeneracionPaz/status/841802654783307776/photo/1

Imagem 2 logotipo da Delegación de diálogos de Paz ELN (Fonte):

https://twitter.com/ELN_Paz

Imagem 3 Movimento: Colômbia se mobiliza (Fonte):

https://twitter.com/ELN_Paz/status/866721338794414080/photo/1

Samuel de Jesus - Colaborador Voluntário

É doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e letras da UNESP - Araraquara - SP. É Mestre em História desde o ano de 2003 pelo programa de Pós - Graduação em História da UNESP de Franca/SP, atuando principalmente nos seguintes temas: História, política, democracia, militarismo, segurança, defesa e Relações Internacionais. Membro do Grupo de Pesquisas sobre História Política e Estratégia - GEHPE-UFMS e do Núcleo de Pesquisas sobre o Pacífico e Amazônia - NPPA (FCLAr UNESP). É professor de História da América da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS - campus de Coxim/MS

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