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Começa hoje a “Eleição Presidencial” no Egito pós-Mubarak

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Hoje, quarta-feira, dia 23 de maio, está sendo realizada a “Eleição Presidencial” (das 08h00 as 20h00) no Egito para um mandato de 4 anos. Segundo o pacto firmado pelo “Conselho Superior das Forças Armadas” (CSFA), que assumiu o “Governo Transitório” do país desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, o poder será entregue até o dia 30 de junho deste ano (2012)*.

 

De acordo com o divulgado pela imprensa, os resultados sairão em 27 de maio e, caso nenhum dos candidatos consiga mais de 50% dos votos (hipótese considerada a mais provável pelos analistas, observadores e pela imprensa) o segundo turno ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho, prevendo-se anunciar o resultado final em 21 do mesmo mês.

Segundo dados apresentados por analistas, há um grande número de egípcios que ainda não decidiu seu voto entre os doze candidatos que estão na corrida, o que está levando a convicção de que ocorrerá a segunda rodada. Acredita-se que, apesar das possíveis oscilações e surpresas, os quatro candidatos com maiores probabilidades de passar para a etapa seguinte são: (1) o ex-chanceler Amr Moussa (secularista identificado com o antigo regime); (2) o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq (também secularista identificado com o antigo regime); (3) o fundamentalista Mohamed Mursi (islamista, representante da “Irmandade Muçulmana”) e (4) o moderado Abdel Moneim Abul Futtuh (também islamita, mas apoiado por liberais e salafistas)**.

Analistas afirmam que as eleições correrão tranqüilas, destacando-se o número de observadores internacionais que foram permitidos estar no país, apesar do impedimento inicial que ocorreu***.

Existe, entretanto, um temor de fraudes nas eleições, mesmo com o fato de a “Junta Militar” que governa no Egito estar dando declarações de que garantirão que o processo eleitoral e a apuração dos votos serão limpos e transparentes, apesar das denúncias feitas de fraudes na votação ocorrida no exterior, a qual antecedeu a votação dentro do país que está ocorrendo neste momento.

Observadores destacam negativamente a inexistência de mulheres e cristãos coptas (10% do povo) como candidatos, além do fato de que, devido ao alto analfabetismo (40% da população), a forma de identificar o candidato será associando-o a um símbolo, como: Musa com o sol; Abul Futuh com um cavalo; Mursi com uma balança e Shafiq com uma escada*. 

Há o temor é de que o militares possam resistir à entrega do poder e suas declarações de rigor (“agirão com firmeza”***) acerca de qualquer tentativa de prejudicar a ordem pública tem trazido mais insegurança, pois a resposta foi dada diante do questionamento sobre a reação que terão caso haja contestação dos resultados eleitorais, mostrando que ainda não foi afastada a hipótese de continuidade da violência e repressão no país, bem como a possibilidade de permanência do grupo atual ou retorno da “Junta Militar” ao governo caso seja “necessário”.

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Fontes:

* Ver:

http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000505350

** Ver:

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120522225732&assunto=18&onde=Mundo

*** Ver:

http://br.noticias.yahoo.com/egito-prepara-eleição-histórica-presidente-democrático-184209550.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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