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Comícios, discursos e preocupações no Quênia

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Desde o seu retorno ao Quênia, Raila Odinga, o ex-presidente e líder do partido da oposição (CORD), tem pressionado a atual gestão por mudanças. Após ter clamado publicamente por um “diálogo nacional” com o presidente queniano Uhuru Kenyatta, o partido CORD tem investido duramente em comícios pelo país. De acordo com Odinga, o Quênia tem atravessado por diversos problemas como insegurança, corrupção e incompetência eleitoral e está na hora de um diálogo nacional com a sociedade civil, igreja e líderes políticos[1].

Recentemente, ele convocou a população para uma greve geral no dia 7 de julho, para marcar o início da grande mudança no Quênia[2]. Alguns pronunciamentos tem chamado a atenção, por conta dos termos empregados. Por exemplo, Odinga afirmou que quanto mais rápido Kenyatta se direcionar para as mesas de negociações, melhor será para a sua administração. Além disso, segundo declarou, “Uhuru tem a última chance de salvar a administração dele através do diálogo nacional[2]. Como reflexo, a população já tem ecoado gritos de “Uhuru Must Go” (Uhuru deve ir).

Diante do clima, apesar de também pertencer ao CORD, o Governador do Condado de Machakos, Alfred Mutua, chamou a atenção do partido para diminuir compolíticas baratase trabalharem para trazer o desenvolvimento para o país. De acordo com Mutua, se o partido do governo não tem trabalhado bem, é função do CORD dizer isso, sem, no entanto, incitar a violência. Dessa forma, toda liderança deve ser respeitada e a Oposição deveria corrigir o Governo através da apresentação de alternativas[3].

No tocante à violência proclamada, o inspetor geral da polícia, David Kimaiyo, tem advertido os líderes e os organizadores dos comícios a não incitarem a violência e discursos de ódio, pois, ao mesmo tempo em que o Artigo 37 da Constituição assegura o direito a toda pessoa para se reunir, demonstrar e apresentar petições para autoridades públicas, o Artigo 24 é claro sobre o não envolvimento de líderes em eventos que estimulem a violência[4]

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Imagem (FonteRaw Story):

https://www.rawstory.com/rs/wp-content/uploads/2013/03/Supporters-of-presidential-hopeful-Uhuru-Kenyatta-wave-the-Kenyan-flag-during-a-political-rally-held-in-the-coastal-city-of-Mombasa-on-Febraury-28-2013-e1362236407226.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.standardmedia.co.ke/article/2000124732/cord-starts-rallies-vows-to-push-their-resolve-on-talks-with-jubilee

[2] Ver:

http://www.nation.co.ke/news/politics/Raila-Saba-Saba-public-holiday/-/1064/2347956/-/malhdxz/-/index.html

[3] Ver:

http://www.capitalfm.co.ke/news/2014/06/careful-with-these-rallies-mutua-warns-cord/

[4] Ver:

http://www.capitalfm.co.ke/news/2014/06/cause-chaos-at-your-peril-kimaiyo-warns-politicians/

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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