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Comissário de Energia da UE critica plano russo de expansão do Nord Stream

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Maros Sefcovic, membro da Comissão Europeia responsável por assuntos de Energia, realizou fortes críticas ao anúncio do Governo russo de expandir a infraestrutura do Nord Stream, aumentando a exportação do gás russo para a Europa de 55 bilhões de metros cúbicos por ano para 110 bilhões.

No último dia 18 de junho, durante um fórum econômico internacional realizado na cidade de St. Petersburgo, a empresa estatal russa de energia, Gazprom, assinou um memorando juntamente com outras três empresas europeias de energia – Eon, OMV e a Shell – confirmando a expansão do Nord Stream, responsável por levar parte do gás russo até a Alemanha, passando pelo Mar Báltico.

Nas palavras do CEO da empresa russa, Alexei Miller, “a construção de infraestruturas adicionais de transporte [de gás], ao longo da rota mais curta entre os campos de gás ao norte da Rússia e os mercados na Europa, contribuirá para aumentar a segurança e confiabilidade das entregas de novos contratos[1]. O custo estimado para a construção dos novos gasodutos, duplicando a evasão atual, fora estimada por Miller em 9,9 bilhões de euros[2].

Atualmente, a exportação do gás russo para a Europa ocorre por três vias: através do Nord Stream, pelo Mar Báltico; do Yamal, através da Bielorrússia; e pelos gasodutos que passam pelo território ucraniano. Desde 2006, com a primeira “crise do gás” entre a Rússia e a Ucrânia, que levou ao fechamento do abastecimento de gás à Europa durante o inverno, alternativas ao gasoduto ucraniano estão sendo pensadas e repensadas, principalmente, pelos governos alemão e russo.

Para Sefcovic[3], o fortalecimento do Nord Stream é uma tentativa do Governo de Vladimir Putin de diminuir o fornecimento de gás pelo território ucraniano, podendo causar assim uma maior instabilidade nas relações entre os dois países. Além disso, o Comissário criticou a falta de “solidariedade” da Alemanha com os outros países da União Europeia, uma vez que, na visão de Sefcovic, o Governo alemão estaria dando prioridade aos seus interesses particulares na condução das buscas por alternativas aos gasodutos ucranianos.

Em comunicado oficial, a empresa alemã de energia, Eon, uma das parceiras da Gazprom, defendeu o Nord Stream, uma vez que “demonstrou que o transporte de gás pelo Mar Báltico é uma solução confiável que ajuda a atender a demanda existente por energia[1].

Além da ampliação do Nord Stream, a Gazprom assinou um memorando para a criação do Turkish Stream, que levará 63 bilhões de metros cúbicos de gás através da Turquia, tendo a Grécia como destino final[1].

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Imagem (Fonte):

https://www.nord-stream.com/static/img/header-logo-print.png

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.com/en/gazprom-inks-plan-for-new-gas-pipeline-to-germany/a-18525292

[2] Ver:

http://sputniknews.com/business/20150619/1023599994.html

[3] Ver:

https://euobserver.com/foreign/129210

Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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