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Companhias norte-americanas reúnem-se para reduzir ligações com programa de espionagem do Governo estadunidense

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Desde que o Programa Prism (em português, Prisma) foi revelado através de denúncias feitas por Edward Snowden, ex-agente da “Central Intelligence Agency (CIA), ao jornal britânico “The Guardian[1], diversas companhias norte-americanas têm sido alvo de questionamentos pelo público, sobretudo nos “Estados Unidos”, mas também pelo público externo ao país.

O questionamento diz a respeito as formas de colaborações com este Programa que é promovido pela “National Security Agency” (NSA), pois existe a possibilidade de que a espionagem possa ter sido realizada com usuários das empresas em outros lugares do mundo, agindo para além do território estadunidense[2].

À época, o jornal norte-americano “The New York Times” indicou que, entre as empresas que aceitaram colaborar com o Prism, estavam a Verizon (telefonia), o Google e o Yahoo! (buscas pela internet) e o Facebook (rede social)[3].

A possibilidade de que estas corporações tenham dado permissão para que seus usuários fossem espionados pelo Governo norte-americano teve grandes efeitos na imagem das mesmas diante deles.

Na sexta-feira, dia 14 de junho, três empresas que colaboravam – Microsoft, Facebook e Google – emitiram notas revelando algumas detalhes sobre a sua contribuição. As três, segundo o “Huffington Post”, se reuniram em um lobby mútuo junto ao Governo para poderem revelar aspectos de suas cooperações[4].

Observadores apontam que ainda é cedo para estimar o real impacto do que ocorreu junto à imagem das empresas envolvidas, bem como os prováveis impactos em suas atividades, calculando de forma apropriada a extensão e os efeitos relativos a esta questão. Até o momento, as três companhias que divulgaram seus auxílios continuam sendo líderes em suas áreas de atuação.

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* Em português, “Agência Central de Inteligência.

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ImagemEmpresas envolvidas no Programa Prisma pressionam o governo americano por liberação de informações aos seus públicos” (Fonte):

https://lh4.googleusercontent.com/-E1SyZ9q7Z9E/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAu4I/cvpIjWFcxjU/s120-c/photo.jpg

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[1] A cobertura completa do caso promovida peloThe Guardianpode ser encontrada em sua seção especial a respeito:

http://www.guardian.co.uk/world/nsa

[2] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/06/us-tech-giants-nsa-data

[3] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/06/08/technology/tech-companies-bristling-concede-to-government-surveillance-efforts.html?ref=global-home&_r=2&pagewanted=all&

[4] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/2013/06/15/facebook-nsa_n_3446296.html

Gustavo Blum - Colaborador Voluntário

Mestrando em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, com Especialização de Gestão de Projetos pela FAE Business School e Internacionalista formado pelo Centro Universitário Curitiba. Tem experiências nas áreas acadêmica e institucional, em análise e criação de cenários políticos e econômicos, oportunidades e desafios públicos e privados. Atualmente, é responsável pela área de Relações Institucionais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil em Curitiba (AMCHAM Brasil - Curitiba).

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