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[:pt]Compra de empresas europeias causa estremecimento nas relações entre China e Alemanha [:]

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Conforme mencionado em uma nota anteriormente publicada, a China vem realizando um amplo movimento no sentido de adquirir empresas de tecnologia, sobretudo na Europa. Analistas apontam que além de promover o acesso a mercados, isto permite ao país adquirir o equivalente a décadas de pesquisa e desenvolvimento, aplicados e convertidos em alta tecnologia.

A Inglaterra vinha sendo o principal foco dos investimentos chineses nos últimos anos. No entanto, após o referendo do Brexit, espera-se que a China diversifique seus investimentos na União Europeia, redirecionando seu foco para a Alemanha. Apenas neste ano (2016) estima-se que a China tenha realizado ofertas e aquisições de empresas alemãs que totalizam o montante US$ 12 bilhões.

O Estado alemão está implementando medidas no sentido de conter a entrada de investimentos diretos externos, visando reduzir o movimento de fusões e aquisições de empresas que são consideradas estratégicas. Um exemplo é o bloqueio realizado à aquisição da empresa alemã Aixtron SE, que produz chips e componentes para a indústria de semicondutores. A Aixtron SE seria adquirida pela empresa chinesa Fujian Grand Chip, em uma transação totalizando US$ 730 milhões.

O estremecimento das relações entre China e Alemanha acerca do tema de investimentos está se estendendo para o plano político. Recentemente, o Comissário Europeu para Economia Digital, Gunther Oettinger, político alemão filiado ao mesmo partido da chanceler Angela Merkel, chegou ao ponto de se referir publicamente aos chineses com menções ofensivas em um discurso proferido para líderes empresariais em Hamburgo, na Alemanha.

Outros países da Europa tais como França e Inglaterra têm recebido atenção dos investimentos chineses. Com a França, a China pretende realizar um acordo para a criação de um fundo conjunto de investimentos externos. Por outro lado, as relações comerciais da Inglaterra com a China se encontram em expansão.

Além da questão de transferência tecnológica e manutenção de empresas estratégicas sob a condução de seus próprios nacionais, existe um receio de que no médio e longo prazo o dinheiro chinês venha atrelado com ambições geopolíticas, ligadas ao projeto de conexão da China à Europa através da recriação das Novas Rotas da Seda, passando pela Ásia Central, pelo Oceano Indico e pelo Mar Mediterrâneo.

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Imagem (Fonte):

https://c2.staticflickr.com/8/7245/7163564106_a6a7d06649_b.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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