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COMUNICADO URGENTE (AJUDA HUMANITÁRIA) – AÇÃO CONJUNTA INTERNACIONAL PARA AJUDAR AO HAITI, ATINGIDO POR TERREMOTO DEVASTADOR

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A sociedade internacional prepara-se para uma ação conjunta de ajuda ao Haiti, atingido ontem, dia 12 de janeiro, por um forte terremoto de 7.3 graus na escala Richter. Pelo menos dois tremores secundários de 5.9 e 5.5 graus, foram registrados logo após o primeiro terremoto. De acordo com Dale Grant, analista do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), este foi o terremoto mais forte já registrado na região. Até este episódio, o tremor mais potente foi de 6,7 graus na escala Richter, em 1984.

Não há confirmação do número de mortos e feridos, porém os fatos apresentados pela mídia indicam grande destruição na capital, Porto Príncipe, onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, declarou à rede de notícias CNN que os tremores foram “uma catástrofe de grandes proporções“.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, determinou ao Departamento de Estado e ao Pentágono que preparem ajuda humanitária para, se necessário, enviar ao Haiti. A Casa Branca informou que o Departamento de Estado; a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, em inglês) e o Comando Sul do Pentágono, que coordena as atividades militares na América Latina, começaram a realizar uma avaliação conjunta da situação no Haiti para preparar um possível contingente de ajuda. Inicialmente, está sendo enviado um grupo de 72 especialistas em resgate e seis cães treinados para buscas.

Até o momento, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não se manifestou oficialmente sobre o terremoto que atingiu o país.

De acordo com nota oficial publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, em conversa com o Ministro Celso Amorim o Presidente Lula “manifestou sua profunda preocupação com a situação dos brasileiros e do povo haitiano” e “instruiu para que sejam avaliadas as necessidades para que o Brasil possa apoiar o esforço de ajuda humanitária ao Haiti”. Ademais, no Blog da Presidência foi anunciado que o governo brasileiro vai doar 14 toneladas de alimentos e US$ 10 milhões ao Haiti.

Na manhã de hoje, 13 de janeiro, em nota oficial, o Ministério da Defesa declarou que há registro de militares brasileiros desaparecidos. Já o Ministério das Relações Exteriores divulgou que a sala de crise sobre o Haiti está em funcionamento durante 24 horas e as informações referentes aos cidadãos brasileiros no país poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones:

(061) 3411.8803

(061) 3411.8805 

(061) 3411.8808  

(061) 3411.8817  

(061) 3411.9718 

(061) 8197.2284.

Cabe lembrar que o Brasil participa, no momento, com 1.266 militares da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), dos quais 250 são da engenharia do Exército, como divulgado em nota oficial do Ministério da Defesa. O Brasil também atua naquele país com projetos de Cooperação Técnica, por intermédio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Outros países como a Alemanha, China, Colômbia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, República Dominicana, Suíça e Venezuela, também já declararam que deverão enviar aos haitianos.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) se manifestou anunciando, nesta terça-feira, 12 de janeiro, uma doação de emergência de 200 mil dólares para a compra de alimentos, água, medicamentos e barracas para as vítimas do terremoto no país. “Estamos acompanhando de perto a situação e estamos prontos para ajudar o Haiti a lidar com esta catástrofe“, declarou o presidente do Banco, Luis Alberto Moreno. E completou: “Estamos em contato com outros doadores, para partilhar informações e coordenar as ações de resposta”.

A Organização das Nações Unidas (ONU) teve sua sede no país gravemente afetada e divulgou que está preparando um grande esforço internacional. A sede do Banco Mundial também foi destruída e alguns funcionários da instituição estão desaparecidos. O órgão anunciou o envio de uma equipe para avaliar os danos e ajudar a montar um plano de recuperação.

Segundo dados da Central Intelligence Agency (CIA), o Haiti é considerado o país mais pobre da América Latina. Sofre com as mortes provocadas por doenças como a AIDS, além de problemas causados pela falta de saneamento básico.

De acordo com informações obtidas pelas fontes internacionais, em especial o conjunto de análises de conjuntura e notas analíticas escritas pelo colaborador do Site do CEIRI, o analista de cooperação internacional e gestor de projetos internacionais, Jean Garry*, além dos problemas de infra-estrutura, o país tem altos índices de mortalidade infantil e baixas taxas de crescimento populacional, bem como uma forte crise político-institucional que a Cooperação Internacional ainda não foi capaz de aplacar divido ao montante de medidas assistencialistas e poucos investimentos em longo prazo.

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* Jean Garry é haitiano, reside em Puerto Príncipe. É formado em Marketing pela Universidad Interamericana de Santo Domingo, possui Pós-Graduação em Gestão de Projetos Sociais pela Universidad Autónoma de Santo Domingo e atualmente é Mestrando em Economia pela Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). É graduado no Curso de Gerenciamento Social do Instituto de Desenvolvimento Social (INDES) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, e do curso Gestão Estratégica do Desenvolvimento Social e Regional da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) em Santiago do Chile. Tem experiência como Gerente de Marketing em diversas empresas privadas e trabalhou como consultor em Desenvolvimento Comunitário do Ministério de Obras Públicas do Haiti e em diversos projetos de desenvolvimento. É professor em Universidades e colaborador independente em meios de comunicação no Haiti e Colaborador do Site do CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais) na área de Cooperação Internacional e nas questões pertinentes ao Haiti e América Central.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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