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[:pt]Comunidade de Inteligência nega afirmações de que Obama teria grampeado as comunicações de Trump[:]

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Na abertura de seu discurso em uma audiência no Congresso Norte-Americano, na última segunda-feira (dia 20 de março) o Diretor do FBI, James Comey, comentou publicamente, pela primeira vez, que, de fato, o presidente Donald Trump está sendo investigado, suspeito de colaborar com agentes russos para manipular as eleições de 2016, ratificando que o FBI está operando em um esforço de contrainteligência, para averiguar o envolvimento de hackers e agentes russos nas eleições de 2016.

O Diretor do FBI não confirmou se outros atores associados à Trump estavam sendo investigados, porém ele fez a ressalva de que é possível que pessoas colaborem com um poder estrangeiro de maneira involuntária e sem seu conhecimento. O imaginável envolvimento russo já foi previamente abordado aqui, no entanto, novos desenvolvimentos e declarações inflamatórias por parte de Donald Trump resgataram o assunto. Vale ressaltar, no entanto, a declaração do senador Thom Tillis, que apontou o envolvimento norte-americano em diversas eleições no mundo, além de golpes e manipulações, desde a Segunda Guerra Mundial.

Outra questão refere-se às declarações inflamadas de Donald Trump, em uma série de tweets na manhã de sábado (4 de março) no qual Trump acusa seu antecessor, Barack Obama, de ter grampeado as comunicações do então candidato republicano. Segundo o Twitter de Donald Trump: “Terrível! Só descobri que Obama tinha meus ‘fios batidos’ em Trump Tower pouco antes da vitória. Nada encontrado. Isto é McCarthyismo!”.

A comunidade de inteligência rapidamente negou as alegações do Presidente. O general Michael Hayden, ex-Diretor da CIA comentou que Obama não teria os poderes para ordenar o grampeamento das ligações de Trump “(p)orque na década de 1970 tiramos das mãos do presidente a autoridade para dar essa ordem, e a colocamos nas mãos do sistema de tribunais federais”, disse Hayden. “Somente um juiz federal pode conceder essa autoridade”.

No entanto, no dia 16 de março, Sean Spicer, o Secretário de Imprensa de Trump, citou uma reportagem da Fox News, a qual aponta que Obama teria pedido ajuda à Agência de Inteligência britânica – GCHQ, para grampear as comunicações de Trump. Porém, na audiência do Congresso, tanto o diretor do FBI, James Comey, quanto o diretor da NSA Michael Rogers, negaram o envolvimento britânico, Comey comentou que “o FBI não tem informações que suportam as alegações de Trump”, e fez referência ao comentário do general Michael Hayden, de que nenhum Presidente teria a autoridade para fazer isso.

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Imagem 1 Diretor do FBI, James Comey” (Fonte Federal Bureau of Investigation [Public domain]):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AJames_Comey.jpg

Imagem 2Tweet de Trump acusando Obama de grampear suas comunicações” (Fonte):

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/837989835818287106

Imagem 3Secretário de Imprensa, Sean Spicer” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sean_Spicer

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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