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Conclusões do Novo Relatório de Mudanças Climáticas do Painel Intergovernamental

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A “Organização Meteorológica Mundial” – OMM (“World Meteorological Organization” – WMO) e o “Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente” – PNUMA (“United Nations Environment Programme” – UNEP) estabeleceram o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” – IPCC (“Intergovernmental Panel on Climate Change” – IPCC) , em 1988, com o objetivo de fornecer ao mundo uma visão científica sobre o estado atual do conhecimento em mudanças climáticas e seus potenciais impactos ambientais e socioeconômicos[1].

No dia 11 de abril de 2014, foi lançada a terceira parte do “5º Relatório do IPCC sobre Mudanças Climáticas” (AR5), produzido pelo “Grupo de Trabalho III do IPCC”, tratando da mitigação das mudanças climáticas.  A primeira parte do Relatório abordou a ciência do clima e definiu os limites de emissão de gases de efeito estufa até 2100, de forma que se possa limitar o aumento de temperatura do planeta em 2ºC.  A segunda parte apontou os impactos, a vulnerabilidade e as demandas de adaptação para as mudanças climáticas em curso ou potenciais. A terceira buscou descrever a trajetória de emissões de gases de efeito estufa e avaliar as possibilidades de reduzir emissões, aumentar a captura de “Gases de Efeito Estufa” – GEE (“Greenhouse Gas” – GHG) e evitar os piores cenários de mudanças do clima[2].

O Relatório alerta que, sem esforços adicionais e consistentes para reduzir as emissões, haverá um aumento de temperatura média do planeta entre 3,7oC e 4,9ºC, o que traria impactos gigantescos para humanidade e os recursos naturais. Nos cenários de mitigação deste Relatório foram consideradas, pela primeira vez, além de novas tecnologias e inovação, as mudanças de padrões de consumo como uma das variáveis que impactam as emissões, uma vez que as mesmas cresceram movidas pelo PIB e população. Os cenários mais promissores para redução de emissões apresentam forte sinergia com os objetivos de aumento da qualidade do ar, garantia da segurança energética e alimentar e o aumento da resiliência dos ecossistemas[3][4].

 

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

https://www.ipcc.ch/organization/organization.shtml

[2] Ver:

http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=site/conteudo&id=1

[3] Ver:

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-do-clima/tag/relatorio-do-ipcc/

[4] Ver:

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=736758#ixzz2zZA5DPkh

 

Rogerio Borba - Colaborador Voluntário

Advogado especialista em Direito Ambiental com mestrado em Direito, cursando o Doutorado em Sociologia. Atualmente é professor nos cursos de graduação da Universidade Estácio de Sá, da Universidade Cândido Mendes e do Centro Universitário de Volta Redonda, e nos cursos de especialização do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais e da Universidade Cândido Mendes. Ex-Assessor Jurídico Chefe da Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas no Rio de Janeiro. Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros e da Liga Mundial de Advogados Ambientalistas. Mediador Ambiental.

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