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Continuam ativas as operações das milícias pró-Moscou no Leste da Ucrânia

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Na semana passada, tropas do governo interino da Ucrânia travaram combates com milícias pró-Rússia na cidade de Slaviánsk, no leste do país, em uma aparente escalada dos confrontos na região. A ofensiva de Kíev fez com que os milicianos fugissem da periferia da cidade de 150 mil habitantes, foco do movimento “separatista pró-Rússia. O Governo interino também deslocou tropas especiais para Odéssa, cidade portuária do sul ucraniano, tomada pela violência entre manifestantes favoráveis e contra o Governo interino[1].

As forças ucranianas conseguiram assumir o controle de uma torre de televisão de Slaviánsk, situada na aldeia de Andréyevka. De acordo com o Ministério do Interior ucraniano, dois militares morreram em uma troca de tiros. Com eles, seriam quatro os militares ucranianos mortos desde que começou na sexta-feira retrasada a ofensiva para recuperar as Regiões rebeldes do sudeste do país controladas pelas milícias pró-russas.

As milícias pró-Moscou voltaram a controlar a Prefeitura de Mariúpol, na região de Donétsk, no leste da Ucrânia, de onde tinham sido expulsos na manhã de quarta-feira passada, dia 7 de maio, pelas forças ucranianas que começaram uma ofensiva contra essa cidade. Foi hasteada uma bandeira da autoproclamada República Popular de Donétsk na sede da prefeitura[2].
O Ministro do Interior Interino da Ucrânia, Arssén Avákov, disse ter montado uma unidade nova de forças especiais para fazer a segurança da cidade, onde dezenas de pessoas morreram. Avákov considerou absurdo o fracasso da polícia em evitar a violência. Segundo ele, a nova polícia será composta de “ativistas civis que querem ajudar nestes dias difíceis[3]. A oposição pró-Rússia, por sua vez, diz que milícias de extrema direita estariam entre esses ativistas.

O Presidente da Rússia, Vladímir Pútin, e a chanceler alemã Angela Merkel, discutiram a crise na Ucrânia em uma ligação telefônica e destacaram a importância de umaação efetiva internacional[4] para reduzir a tensão. Os líderes também discutiram o fornecimento de gás russo. Recentemente, contudo, a Rússia ameaçou cortar fornecimento de gás natural para a Ucrânia em julho se não receber pré-pagamento em uma linha crescente entre Moscou, Ucrânia e a União Europeia sobre o fornecimento de energia[4].  

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Imagem (Fonte):

http://www.rusofili.bg/%D0%BE%D0%BF%D1%8A%D0%BB%D1%87%D0%B5%D0%BD%D1%86%D0%B8%D1%82%D0%B5-%D0%B2-%D0%BC%D0%B0%D1%80%D0%B8%D1%83%D0%BF%D0%BE%D0%BB-%D1%81%D0%B8-%D0%B2%D1%8A%D1%80%D0%BD%D0%B0%D1%85%D0%B0-%D0%BF%D0%BE%D0%B7/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:
http://www.reuters.com/article/2014/05/05/us-ukraine-crisis-slaviansk-idUSBREA4406920140505
[2] Ver:
http://rt.com/news/157184-mariupol-ukraine-assault-military/
[3] Ver:
http://www.reuters.com/article/2014/05/05/us-ukraine-crisis-idUSBREA400LI20140505
[4] Ver:
http://www.reuters.com/article/2014/05/04/ukraine-crisis-germany-idUSL6N0NQ0V920140504

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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