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Fundo para as relações China-Países Lusófonos

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O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou nesta semana em Macau a criação de um Fundo com cerca de 1 bilhão de dólares para desenvolver a cooperação financeira entre a China e os países de língua portuguesa. Tal fundo será criado por instituições financeiras chinesas e de Macau e tem previsão de conclusão em três anos.

 

A China e os países de língua portuguesa devem aumentar as suas relações bilaterais de modo a que até 2013 o volume de comércio atinja 100 mil milhões [bilhões] de dólares”, acrescentou o primeiro-ministro chinês na abertura da “3a Conferência  Ministerial do Fórum de Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Sobre o Fundo, cerca de 250 milhões de dólares serão destinados aos países de língua portuguesa da África e da Ásia. Serão abertas mil bolsas de estudos entre os estudantes destes países e serão concedidos equipamentos destinados à saúde, avaliados em 1,5 milhão de dólares.

Considerando os dados, desde a criação do Fórum, em 2003, cerca de 537 milhões foram concedidos à Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste e Guiné-Bissao. Neste mesmo período, os países lusófonos do continente africano tiveram perdoadas suas dívidas pelo governo chinês, que somam próximo de 34,6 milhões de dólares.

Wen lembrou que só nos primeiros nove meses deste ano (2010), as relações China-Lusofonia cresceram 57%. Com a criação deste Fundo, chineses e países lusófonos apostam em pelo menos o dobrar os resultados das relações apresentados neste primeiro semestre de 2010, ultrapassando a marca dos 100 bilhões de dólares em 2013, além de recuperar as economias das nações mais carentes com acordos de interesses mútuos.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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