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India, China e Brasil em negociação de metas para Copenhague

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Enquanto o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participava de um encontro com Jia Qinglin, presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, foi realizado no dia 27 de novembro, sexta-feira, em Biejing, um encontro às pressas convocado pelo governo chinês contando com a presença de representante do Brasil, Índia, África do Sul e China. Este encontro foi realizado com o motivo de definirem uma posição conjunta, para ser levada à “Conferência do Clima”, em Copenhague. 

 

A reunião contou com a participação dos ministros do meio ambiente da Índia, da África do Sul e da China e o embaixador do Brasil, Marcelo Biato, para o encontro com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.

Nesta reunião, foi reafirmada a exigência da redução de 40% das emissões de gases que causam o efeito-estufa pelos países desenvolvidos, até o ano de 2020, tomando como patamar o ano de 1990.

Com uma posição unificada, nós poderemos fazer o que os Estados Unidos fizeram em negociações internacionais recentes, que é o ‘name and shame’ , que significa identificar o culpado pelo eventual fracasso das negociações e atribuir responsabilidades”, afirmou em Beijing o representante do Brasil, embaixador Marcelo Biato, da assessoria internacional da Presidência da República.

Wen Jiabao defendeu que os países em desenvolvimento devem apresentar uma posição única em Copenhague para não ficarem a mercê dos países desenvolvidos. Brasil e China já têm propostas para apresentar e, neste momento, aguardam a proposta indiana para somar a suas medidas e ganharem mais peso durante a conferência.

O princípio do “Protocolo de Kyoto” de responsabilidades compartilhadas, mas diferenciadas, foi reafirmado. “As medidas internas dos países em desenvolvimento são obrigatórias domesticamente, mas não podem ser cobradas pela comunidade internacional. Nós temos potencial para contribuir mais na questão do aquecimento global, mas sem quebrar o espírito do protocolo de Kyoto”, afirmou Biato.

Existe um interesse comum entre o Brasil, Índia, China e a África do Sul na contribuição para a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa, por isso pretende-se acertar uma posição única e fortalecida na Cúpula sobre o clima que ocorrerá no início de dezembro em Copenhague.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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