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As relações entre Brasil e China estão se fortalecendo nos últimos anos. Durante o primeiro semestre de 2009, a posição dos Estados Unidos como maior parceiro comercial do Brasil, chegou ao fim, com a República Popular da China assumindo a posição, tornando-se também o principal destino das exportações brasileiras, especialmente ferro, petróleo, cereais e pasta de papel.

 

Este panorama reflete os esforços chineses para aumentar as relações com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em 2008, o governo chinês implantou novas linhas de crédito para financiamento de operações de importação, exportação e de investimentos na CPLP. Por outro lado, devido à crise financeira econômica mundial, o comércio com estes países diminuiu em 34,8% no primeiro semestre deste ano, caindo para US$ 23,5 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado.

O Brasil é o principal parceiro lusófono dos chineses, com US$ 16,5 bilhões em trocas comerciais, sendo que 11,4 bilhões foram de vendas brasileiras. Os negócios caíram em 23% no primeiro semestre de 2009, mas o país continua sendo o maior parceiro lusófono, onde Angola se posiciona em segundo lugar e Portugal como terceiro maior parceiro comercial da China, segundo dados do serviço de alfândega chinês.

O governo brasileiro está animado com as negociações entre os dois países para substituir o dólar nas relações comerciais. A idéia é de que os pequenos exportadores utilizem as moedas locais para o comércio, enquanto os grandes exportadores continuem utilizando o dólar como moeda de troca. Para o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, ao permitir uma redução de custos, os benefícios para os pequenos exportadores será notável.

Para cuidar das negociações, também em setembro, foi criado um grupo de trabalho com o objetivo de analisar a viabilidade para a implementação de um programa de comércio bilateral, usando as respectivas moedas. O grupo deverá se pautar nos resultados obtidos entre Argentina e China, que já estão utilizando suas próprias moedas para as trocas comerciais.

Atualmente, as trocas com a moeda oficial da China, yuan renmimbi, estão sendo realizadas com dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Este programa iniciou em julho e envolve 400 empresas. Além dos membros da ASEAN, a Argentina é o primeiro beneficiado no continente sul-americano.

Os Bancos centrais do Brasil e da China ainda não se posicionaram quanto previsões para a concretização deste acordo e ainda ocorrerá a ida de uma Delegação do Banco Central do Brasil à China. As duas nações vêm trabalhando no fortalecimento de relações sócio-culturais, educação e no turismo e o sucesso dessas negociações será um passo importante para fortalecer ainda mais o comércio entre os dois países.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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