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Brasil ganha poder de veto em programa do FMI

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O Brasil elevou de US$ 10 bilhões para US$ 14 bilhões o aporte do país ao programa “New Arrangement to Borrow” (NAB, “Novo Arranjo para Empréstimos”) do Fundo Monetário Internacional (FMI), declarou, no dia 25 de novembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O NAB é uma linha de crédito do FMI criada pelo G20 (grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo, a União Européia e 12 economias emergentes). No dia 24 de novembro, em Washington, foram acordadas as linhas gerais do novo modelo do NAB.

O Ministério da Fazenda afirmou em comunicado que na reunião do dia 24 de novembro realizada na sede do FMI, em Washington, o Brasil conseguiu seus três objetivos: 1 – que o NAB fosse temporário; 2- que o aumento pudesse ser feito por notas ou bônus; 3- que o BRIC (Brasil, Rússi, China e Índia) tivesse uma “influência real” sobre o programa.

Com este novo aporte, o Brasil passa a ter poder de veto, juntamente com a Rússia, Índia e China, nas decisões do FMI, relacionadas com o programa.

Um comunicado emitido pelo Ministério da Fazenda afirmou que “Ficou estabelecido que os BRICs passarão a deter em conjunto mais de 15% da participação no acordo. Este percentual lhes dá poder de veto sobre as principais decisões que serão tomadas pelo NAB“. Complementou o comunicado que “A participação do Brasil no NAB não significa, necessariamente, aporte de recursos, o qual estará condicionado à efetiva necessidade do FMI e a decisão dos participantes de ativar o mecanismo.”

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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