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China busca cooperação com os EUA em pesquisa energética

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Desde o início de 2010, a China anunciou suas intenções em reduzir os níveis de emissão de CO2 na atmosfera e ser uma líder no campo de energias renováveis. Para tais pretensões, vem traçando estratégias que envolvem cooperação e investimentos no setor. A ação mais recente dos chineses foi o recém anunciado “Centro de Pesquisa de Energias Renováveis” (CERC, sigla em inglês).

O secretário de Estado de Energia americano, Steven Chu, anunciou nesta semana a criação deste centro de pesquisa, que se baseia na cooperação “China-Estados Unidos”. Este será um dos maiores projetos em colaboração dos dois países e contará com um investimento aproximado de U$ 150 milhões, para os próximos cinco anos.

Depois de pesquisas globais apresentarem ambos os países como os maiores poluidores do planeta, os dois estão trabalhando neste plano de cooperação, cujo Acordo foi firmado em novembro de 2009 pelo Presidente Hu Jintao e pelo presidente Barack Obama. Os recursos utilizados no centro foram divididos em 50% para cada parceiro, procedentes tanto do setor público, quanto do privado.

Os planos de curto e médio prazo do CERC, programados para seus três primeiros consórcios, são as pesquisas sobre “carvão renovável”, “veículos elétricos” e tecnologias mais eficientes para tais construções.  “Compartilhar tecnologia é muito natural devido à grande escala de desenvolvimento da China”,  afirmou Chu.

O governo chinês vem investindo cada vez mais em pesquisa no campo.  O país esta fechando uma série de usinas e fábricas que não cumprem as normas e não reduzem os níveis de poluição. A “revolução energética verde chinesa” conta com os avanços de seus financiamentos no mundo.

Atualmente, a China tem parcerias e investimentos em energias renováveis no Brasil; em países africanos, como Moçambique; no sudeste asiático; parcerias no campo tecnológico e em desenvolvimento com países como Portugal, Japão e Estados Unidos.

De acordo com declaração de Steven Chu, “As iniciativas demonstram o compromisso da China com um futuro de energias renováveis. Da mesma forma, os EUA estão igualmente comprometidos a avançar em direção a um futuro de energias sustentáveis”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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