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REUNIÃO DE CÚPULA DO G-20: PRINCIPAIS TEMAS DA AGENDA

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Hoje, 24 de setembro, na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos (EUA), tem início a reunião dos líderes dos países mais desenvolvidos do mundo e das economias emergentes, o chamado G-20, estreando como anfitrião de uma cimeira (reunião de cúpula) mundial, o presidente dos EUA, Barack Obama.

 

O G-20 inclui os membros do G7, o clube dos principais países desenvolvidos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão), assim como a Austrália, 11 países emergentes (Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia) e a União Europeia (UE). A UE é representada pelo país que ocupa a presidência rotativa, sendo, atualmente, a Suécia. Espanha e Holanda assistem como convidados.

Da reunião também participam representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM).

O grupo foi criado no final dos anos 90, como um fórum dos principais países industrializados e emergentes, em resposta às crises financeiras que estouraram na Ásia, Rússia e América Latina. Por isso, o grupo se limitou a realizar reuniões anuais de seus ministros das Finanças e diretores de banco centrais, justamente para conter a crise de forma conjunta. Atualmente, o G-20 tem uma configuração na qual seus chefes de Estado e de Governo, tratam de temas relacionados ao crescimento, comércio e energia, bem como assuntos monetários e de orçamentos.

Na Cimeira que inicia hoje, os países envolvidos chegam à cidade de Pittsburgh, cada um com um tema prioritário. Uma das questões a ser debatida será sobre um limite para a remuneração dos executivos de bancos, considerada um dos pivôs da crise, por alimentar a busca desenfreada pelo lucro. Este assunto é tratado como prioritário para a França que exige limites imediatamente, sendo que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já ameaçou, inclusive, de abandonar esta Cúpula de Pittsburgh, caso não se chegue a um acordo concreto sobre o assunto, que é um dos pontos considerados mais controversos.

Os EUA darão prioridade às questões relacionadas à mudança climática e deverão apresentar aos demais líderes mundiais um plano que visa retirar paulatinamente alguns dos subsídios atribuídos à indústria dos combustíveis fósseis. Além disso, Washington solicitará maior cooperação entre as economias, com um procedimento de consultas regulares entre países, para reequilibrar a economia mundial e evitar uma recaída à crise financeira mundial, com a proporção atual.

O Reino Unido defenderá o prolongamento dos apoios estatais à economia, pois teme que essa retirada prejudique os avanços conseguidos até o momento, e a recuperação ainda está muito longe de ser confirmada. A proposta referente ao modo como os países vão acabar com os pacotes de estímulo, usados para reativar suas economias, deverá ser levada em consideração, pois é um tópico de grande importância para a real recuperação mundial, sendo que essa saída tem de ser coordenada, para não causar desequilíbrios globais.

O Brasil chega a Pittsburgh tendo como prioridade sua projeção internacional, insistindo em aumentar o seu poder de voto no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial.

A Alemanha vai à cimeira mais fechada à negociação sobre o plano de retirada dos pacotes de estímulos estatais e deverá defender na reunião do G-20 acriação da “Taxa Tobin”, que visa efetuar cobranças sobre as operações e transações financeiras internacionais; esta medida será o último grande ato político de Angela Merkel, antes das eleições legislativas na Alemanha. Será uma demonstração de força nesta reunião, usando-a como instrumento para ganhar votos em casa.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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