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Colômbia e China assinam “Acordo Militar”

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Na primeira visita oficial de um “Ministro da Defesa da China” à Colômbia, os dois países assinaram “Acordos de Cooperação Militar” com vistas a formação de recursos humanos, focando o “combate ao narcotráfico, crime organizado, tráfico de armas, de seres humanos e de órgãos”, ou seja aos crimes cometidos pelos grupos que compõem os denominados “atores difusos”, assim chamados pelos internacionalistas todo ator que age na esfera ilícita das relações internacionais.

Os ministros da Defesa, Rodrigo Rivera e Liang Guanglie,  de Colômbia e China, respectivamente, assinaram vários “Tratados de Cooperação Técnica”. Foi acertada a realização de cursos e treinamentos de profissionais militares dos dois países. Segundo foi divulgado, foram dadas dez vagas para generais e coronéis colombianos receberem instruções militares no “Alto Comando” da China.

O representante colombiano afirmou: “Enviaremos nossos melhores homens treinados nas especialidades de franco-atiradores, mergulho de combate, subsistência e combate naval, estabeleceu-se um memorial de entendimento para treinar conjuntamente nossas tropas”.

Segundo o Ministro chinês, “vamos continuar nossa cooperação na formação do pessoal, e em diversas especialidades. E vamos continuar nossa cooperação na assistência militar”. O Colombiano declarou: “Compartilhamos a visão de ambos os países em segurança e defesa, os desafios da Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo e a necessidade de ambos os países de articular esforços para enfrentar o crime internacional, especialmente o tráfico de drogas, o terrorismo, o tráfico de pessoas e o tráfico de armas“.

Os chineses ofereceram ainda US$ 1 milhão (um milhão de dólares) aos colombianos para a compra de material logístico militar.  De acordo com avaliações de especialistas, faz parte da projeção de poder chinesa aumentar suas relações comerciais com a América Latina, independentemente das filiações ideológicas dos mandatários dos países com os quais está traçando entendimentos e assinando Tratados.

A lógica dos “Acordos de Cooperação Técnica Militar” entre os países se destina a treinar profissionais para receberem equipamentos em futuros “Tratados Comerciais” para a aquisição de equipamentos. Somente com conhecimento técnico de uso do material se pode viabilizar um mercado. Ou seja, é um processo dentro de um planejamento estratégico.

Os chineses já estão investindo na Venezuela, com a qual tem projetos na casa dos 20 bilhões de dólares para a trabalhar com infra-estrutura e petróleo na próxima década e tem perspectivas de trabalhar com Brasil e México, países para onde o Ministro chinês da Defesa se deslocará nesta turnê que está realizando.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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