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Cooperação Internacional da China com o ASEAN e os países Lusófonos

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No dia 20 de outubro, foi realizado, na Capital da Região Autônoma Zhuang de Guangxi, um encontro entre os países membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e a China. Esta reunião resultou em uma série de acordos de cooperação entre a China e a ASEAN, pelos quais os chineses liberaram quase US$ 74 bilhões, sendo que a maior parte do empréstimo será destinada a projetos de infra-estrutura e cooperação na agricultura.

 

De acordo com Li Ruogu, presidente do Banco Estatal de Importações e Exportações de Investimentos da China, o mercado entre o país e o Bloco depende de capitais e da abertura do mercado financeiro, desta forma, os países devem permitir a entrada de capitais de maneira graduada, elaborando regulamentos adequados, padrões financeiros e aumentando a cooperação para a reforma de seus sistemas monetários.

Além dos acordos de cooperação estabelecidos com os membros do ASEAN, outro acordo de cooperação também foi acertado ontem, dia 20 de outubro, em Macau, entre a China e os países de língua portuguesa, sobre conteúdos editoriais.

Este foi celebrado entre a “Agência Lusa” e a “Associação Comercial Internacional para Mercados Lusófonos” (ACIML). Tal acordo servirá para a produção de conteúdos em multimídia no idioma português, alcançando os interesses da ACIML para atingir seu público alvo formado por empresários dos países da CPLP, e alcançando os interesses da Lusa em ser a produtora e distribuidora destes materiais.

A partir do dia 22, quinta-feira, até o dia 25 de outubro será realizada a “14ª Feira Internacional de Macau” (MIF) e a participação dos países de língua portuguesa será maior do que nas edições anteriores.

Os países Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissao, Moçambique, Timor-Leste e Brasil terão um único espaço no pavilhão, enquanto Portugal ficará em espaço separado. A grande novidade está na representação do Estado de São Paulo (unidade federativa do Brasil) no evento, que também terá um espaço separado, da mesma forma que Portugal.

Lee Peng Hong, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, responsável pela organização da Feira, afirmou que “a participação dos países de língua portuguesa é este ano a maior, o que permite reafirmar o papel de Macau como plataforma de negócios entre a lusofonia e a China (…). Entendemos que os interesses dos países de língua portuguesa pelo continente chinês e pelos empresários chineses é cada vez maior e, nesse sentido, Macau tem como estratégia de longo prazo trabalhar com os países lusófonos”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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