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Copenhague em perigo: União Européia não consegue aprovar acordo para ajudar países em desenvolvimento a reduzirem emissões de CO2

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Ontem, dia 20 de outubro, os Ministros de Finanças dos países da União Européia, não conseguiram fechar o acordo sobre a ajuda financeira que necessitam os países em desenvolvimento para amenizar suas emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, paralisando, assim, o avanço das discussões do novo pacto das Nações Unidas sobre o clima, que deverá substituir o Protocolo de Kyoto.

 

O impedimento da aprovação do texto de conclusões partiu de alguns dos países mais pobres da Europa. Liderados pela Polônia, eles exigiram conjuntamente que suas circunstâncias econômicas sejam seriamente consideradas antes de a União Européia aceitar destinar milhões de euros em ajuda aos países em vias de desenvolvimento.

O Ministro de Finanças sueco, Anders Borg, cujo país preside este semestre a Comissão Européia, reconheceu que este “é um resultado decepcionante”, deixando clara a falta de compromisso dos países comunitários com os desafios da mudança climática.

O tema será tratado novamenteem outra Cúpulada União Européia, nos dias 29 e 30 de outubro, na qual o Bloco europeu tentará fechar um acordo, pontuando seus compromissos de ajuda aos países em desenvolvimento na redução de CO2.

O objeto é chegar a conclusões que induzam a Cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será celebrada no mês de dezembro em Copenhague, a propostas concretas. Analistas afirmam que a falta de consenso da União Européia indica que será difícil a finalização de um acordo nesta Cúpula das Nações Unidas sobre a mudança climática

A ajuda financeira é o principal ponto de exigência dos emergentes para aceitar um controle internacional sobre suas emissões de CO2 (principal ponto que será discutido na Cúpula sobre o Clima da ONU).

O Ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, afirmou em comunicado que seu país aceitará um controle internacional de suas emissões “apenas quando estas ações forem facilitadas e apoiadas por financiamento e tecnologia internacional”. A Índia é o quarto maior emissor de CO2, atrás apenas da China, Estados Unidos e Rússia.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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