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Espanha anuncia que acompanhará a Argentina em suas negociações com o Clube de Paris

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Em 1955, o Presidente argentino Juan Domingo Perón foi deposto por um golpe militar. O novo regime, necessitando de se restabelecer internacionalmente, dirige-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial (BM).

Com a necessidade de regularizar a dívida argentina junto aos principais países credores, o governo francês propôs uma reunião, realizada

em Paris, em 16 de maio de 1956, quando nasceu o Clube de Paris*, e a primeira dívida argentina nesta instituição.

O Clube de Paris é um grupo informal, desprovido de existência legal ou estatuto, e atualmente é composto por 19 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suíça. Basicamente, o seu principal objetivo é de renegociar a dívida pública bilateral dos países com dificuldades de efetuar o pagamento.

Voltando ao caso da Argentina, este país, chegou a estabelecer oito acordos com o Clube, sendo o primeiro realizado em 1956 e o último em1992. Adívida deste último acordo continua ativa com um valor aproximado de US$ 6,7 bilhões e, até o momento, não se chegou a uma negociação para regularizar a dívida.

Ontem, dia 9 de novembro, o governo espanhol se posicionou oficialmente com relação à dívida argentina. “Espanha está disposta a acompanhar a Argentina em suas negociações com o Clube de Paris para que consiga um bom acordo”, afirmou a Vice-Presidente do governo espanhol, Maria Teresa Fernández deLa Vega, após reunião realizada com a Presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Em um momento de crise internacional [um acordo] seria visto de forma muito positiva pela comunidade internacional e seria bem valorizado pelos mercados internacionais”, complementa DeLa Vega.

A Espanha, como membro do Clube de Paris, deverá acompanhar, apoiar e ser o maior incentivador para uma renegociação da dívida, pois tem grande interesse no restabelecimento da economia argentina, devido a seus investimentos na região.

Uma negociação com o Clube de Paris para o refinanciamento da dívida obriga um acordo temporário com o FMI, segundo as regras do organismo, sendo este, segundo o governo da Argentina, o principal entrave para a conclusão da negociação.

A discórdia encontra-se no artigo IV do Convênio Constitutivo do FMI**, que estabelece uma revisão integral da economia e, neste caso, o governo se opõe a uma intervenção, fazendo com que a renegociação não saia do “ponto morto”.

*   http://www.clubdeparis.org  

** http://www.imf.org/external/pubs/ft/aa/spa/aa04.htm

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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