LOADING

Type to search

Espanha defende aproximação entre União Européia e MERCOSUL

Share

Em visita ao Brasil, o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, afirmou que deverão ser retomadas as negociações do acordo de livre comércio entre a União Européia (UE) e o MERCOSUL e pretende concluí-las durante a Presidência Espanhola da UE, já no primeiro semestre de 2010.

 

Sua convicção decorre de querer usar como instrumento o estreitamento progressivo das relações de amizade e cooperação entre o Brasil e a Espanha, que se intensificou a partir do “Plano de Parceria Estratégica” firmado pelos dois governosem novembro de2003.

Ali, foi formada uma parceria de grande importância, tanto que a Espanha, hoje, é o segundo maior investidor estrangeiro na América Latina e o Brasil o principal parceiro dos espanhóis na região.

Acredita-se que essa relação poderá facilitar a conclusão das negociações de um acordo de livre comércio entre os dois Blocos, apesar de, nos últimos anos, a política externa brasileira com relação a UE, ter saído da multilateralidade regional (MERCOSUL-UE) para investir nas relações bilaterais, como no caso da Associação Estratégica firmada.

Apesar do impacto positivo, as relações bilaterais evitaram avanços significativos nas negociações comerciais entre os Blocos. O que se tentará é usar de uma situação para reverter o quadro.

As principais questões das negociações entre os dois blocos são dois: os problemas de subsídios que os Europeus adotamem sua Política AgrícolaComum (PAC) e, no caso sul-americano, os problemas tarifários que ainda não foram resolvidos entre os membros do MERCOSUL.

Para o Brasil, o problema está na desarticulação do setor empresarial para a defesa de seus interesses frente às negociações da EU, pois não basta aos empresários negociar tarifas mais baixas e bater na questão dos subsídios sem exigir que a União Européia levante as barreiras não-tarifárias aos seus produtos.

É pouco provável a conclusão das negociações entre o MERCOSUL e a UE como divulgado por Moratino. Qualquer conclusão terá de ser por etapas, com negociações centradas em objetivos menos ambiciosos e de rápida conclusão. Um exemplo é buscar a liberalização parcial, em períodos, até chegar a uma zona de livre comércio entre os Blocos. Podemos afirmar que esta seria uma alternativa para solucionar as divergências que se arrastam desde 1999.

Tags:
Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.