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Falta interesse aos chineses para realizar cooperação com o Timor Leste?

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O embaixador da China no Timor Leste, Fu Yancong, em entrevista à mídia local, disse que, atualmente, falta interesse na cooperação entre os dois países. Ele afirmou que, mesmo com o governo chinês apoiando e incentivando as empresas a investirem no país, cabe a elas decidirem se devem realizar os investimentos.

Segundo afirmou, “existem algumas empresas chinesas interessadas em participar dos projetos de construção de infra-estruturas no Timor Leste, mas as áreas onde elas investem não são uma decisão governamental”.  

E reforçou: “quanto às áreas em que a China pretende investir, (…) não há nenhum objetivo ou idéia concreta da parte oficial, apesar de apoiar à sua internacionalização e de encorajar as empresas competentes a saírem do país para participar em investimento internacional”.

Atualmente, o governo da China investe consideravelmente no Timor e, segundo Fu Yancong, ele está ajudando o país a se reestabilizar e reestruturar “sem contrapartidas e sem nenhuma condição”. Observa ainda que “esses apoios são muito bem aceitos pela parte timorense, pois correspondem às necessidades urgentes”.

Os chineses já têm alguns projetos que estão sendo “bem-vindos”. Eles incluem a construção de cem apartamentos para alojamentos militares (construções que já foram iniciadas); a construção do edifício do “Ministério da Defesa” (atualmente em projeto) e a construção de uma escola primária, talvez mais de uma.

O país também recebe investimentos chineses nas áreas da agricultura, saúde e auxílio com alimentação, encaminhando o governo da China mantimentos alimentícios, materiais clínicos, equipes médicas e técnicos agrícolas, para desenvolver esses setores.

O embaixador Fu disse que está à procura de empresas chinesas que tenham interesse em atuar na distribuição da rede elétrica, na exploração do gás e do petróleo na costa do Timor Leste, bem como na transformação dos mesmos.

Os timorenses estão na expectativa de novos investimentos e na captação das empresas interessadas em investir no seu país, uma vez que o mesmo precisa de mais recursos em curto prazo.

Para alcançar seus objetivos, principalmente evitar que se desenvolva a falta de interesse dos empresários da China, o governo chinês ainda está buscando novos meios de incentivar suas empresas a investirem no Timor.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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