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Futuro das bases americanas no território japonês

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A presença das bases americanas no Japão vem sendo um tema de discussão interna entre a população e o governo japonês. Devido à pressão da opinião pública japonesa, está em negociação com o governo norte-americano a mudança da Base Aérea de Futenma, localizada em Okinawa.

Esse é um dos temas que está sendo discutido entre o Presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, no encontro da cúpula nipo-americano, que foi iniciada nesta sexta-feira, dia 13 de novembro.

Na administração anterior do governo japonês foi assinado um acordo entre o dois governos para a mudança da base americana para uma região litorânea de Okinawa, mas o partido Democrata espera que a base saia desta região ou se possível para fora do Japão. A solicitação de retirada da base dos Estados Unidos na região de Okinawa se deve à forte oposição da população japonesa, que exige a remoção desta base desde o governo anterior.

Durante a realização da cúpula nipo-americana, em Tókyo, foi realizada na vila Yomitan, em Okinawa, uma assembléia aprovando um protesto contra um servidor da Base, que atropelou e não prestou socorro a uma cidadã japonesa de 66 anos, Maskazu Hokama, que foi encontrada morta, no dia 7 de novembro, próxima de sua residência.

Devido ao ocorrido, a população exige um pedido de desculpas, bem como que o julgamento do oficial responsável seja realizado por autoridades do Japão.

Este incidente contribuiu para aumentar a pressão popular sobre o governo japonês contra a presença dos EUA na região. Hatoyama se pronunciou informando que seu país vai trabalhar junto ao governo estadunidense para que a presença norte-americana se encerre o mais breve possível.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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