LOADING

Type to search

Inicia a “Cúpula do Clima” em Copenhague: mais de duas décadas debatendo a mudança climática

Share

Em 16 de setembro de 1987 foi assinado o “Acordo internacional sobre substâncias que destroem a camada de ozônio”, mais conhecido como “Protocolo de Montreal”, entrando em vigor somente no dia 1º de janeiro de 1989. Este Protocolo foi o primeiro Tratado ambiental internacional a ter medidas legais com o objetivo de controlar a produção e o uso de substâncias químicas que contenham cloro e bromo, como o CFC, que destroem a camada de ozônio.

O “Protocolo de Montreal” conta com o suporte de quatro agências internacionais de cooperação – Banco Mundial (BM); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Agência para o Desenvolvimento Industrial da Organização das Nações Unidas (UNIDO) – que assistem aos países em desenvolvimento no cumprimento das políticas de proteção à camada de ozônio.

O debate sobre o clima passou a se intensificar no cenário internacional e, neste contexto, em 1992, o Rio de Janeiro foi sede do chamado “ECO-92”, evento que contou com a assinatura da “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas”, por mais de 150 países.

Há mais de duas décadas a Organização das Nações Unidas (ONU) promove encontros para debater o aquecimento global e estabelecer regras para combatê-lo. De todos os encontros, o considerado mais frutífero foi o realizado no Japão, onde foi estabelecido o “Protocolo de Kyoto” – entrando em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, com 150 nações signatárias – à “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas”. Na época, porém, o documento determinou metas válidas até 2012. Com intuito de traçar os objetivos a serem cumpridos depois desta data e dar continuidade ao Protocolo de Kyoto, líderes de todo o mundo estarão reunidos do dia 7 até 18 de dezembro deste ano, 2009, em Copenhague, Dinamarca.

Este é o décimo quinto encontro realizado pelos países signatários da “Convenção-Quadro sobre Mudança Climática”, por esta razão é informalmente nomeado como “COP15”. “COP” é a sigla em inglês para “Conferência das Partes”; “Partes” são os países que participam da Convenção acima mencionada.

O debate central da COP15 deve ser sobre a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa, sobretudo o dióxido de carbono (CO2). As propostas prevêem reduções de 25% a 40% até 2020, com base em valores obtidos em 1990. O objetivo é bem mais ousado do que o estipulado pela primeira parte do Protocolo, que era de reduzir em 5% as emissões entre 2008 e 2012.

Outro aspecto importante será o estabelecimento dos valores que serão destinados dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento terem condições de diminuir as emissões de CO2.

Andréas Carlgren, ministro do Meio Ambiente da Suécia afirmou em coletiva de imprensa que “as negociações finais vão girar, basicamente, em torno do que os EUA e a China vão propor. Juntos, esses dois países contabilizam as emissões de metade do mundo“.

Em resposta a estas declarações, Jonathan Pershing, enviado americano para questões climáticas, afirmou que “o presidente Obama está comprometido em levar os EUA adiante [na questão climática]: um compromisso com a redução de emissões, com o financiamento, com a participação. O que precisamos fazer agora é ver como essas negociações [em Copenhague] vão se desenrolar“.

Tags:
Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.