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O ano de 2009 vem sendo um ano com grandes satisfações para a China, que tem desempenhado um papel importante nas relações internacionais tanto na economia, quanto na diplomacia. 

Atualmente, a liderança chinesa demonstra-se satisfeita, pois foi a primeira vez que um presidente americano visitou o país em seu primeiro ano de mandato e, além disso, está reconhecendo o papel da China na recuperação econômica global.

 

O Presidente Barack Obama iniciou sua viagem no dia 15 de novembro e o encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, se realizou até ontem, dia 17 de novembro. Aparentemente, os resultados de sua visita foram positivos, com o estreitamento das relações diplomáticas entre os dois países, que irão trabalhar em conjunto, estabelecendo propostas e metas para apresentarem em Copenhague.

Segundo Wu Banguo, Presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional (APN), órgão de poder da China, será reforçado o intercâmbio com o Congresso norte-americano.

No final da reunião entre os dois mandatários foi publicada uma declaração conjunta, apresentando o aprofundamento bilateral na cooperação econômica, na recuperação global, em questões sobre mudanças climáticas, energia e proteção ambiental.

Segundo a declaração conjunta, os dois países deverão assegurar o desenvolvimento sustentável, aprofundar a cooperação antiterrorista, promover relações entre os militares das duas partes através de medidas práticas, além do aprofundamento dos intercâmbios estudantis, saúde e segurança alimentar.

Embora o encontro entre Obama e Jintao tenha apresentado resultados aparentemente positivos, muitos americanos vêem a China como um rival econômico, um adversário político-militar e, para alguns analistas, os Estados Unidos já são vistos como “uma potência em declínio”.

Essa visão pode ser interpretada de diversas formas, mas, nas relações entre norte-americanos e chineses, fica claro que os Estados Unidos, em busca de uma maior aproximação com o “gigante asiático”, vêm adotando medidas que seriam improváveis sob administração de George W. Bush.

Obama declarou que as relações sino-americanas têm muitos interesses convergentes e o relacionamento bilateral “vai muito além de uma simples questão”. Sobre a rivalidade, ele afirmou: “A noção de que temos de ser adversários não está predestinada (…) O sucesso de um país não se faz à custa de outro”. Completando esta afirmação, declarou no Grande Palácio do Povo em Beijing que “A parceria com a China tem sido decisiva para sairmos da pior recessão econômica numa geração”, reconhecendo o papel importante que a China tem para o seu país.

Os direitos humanos também foram tema das conversas entre os dois líderes, não apenas em reuniões, mas em um debate entre o presidente norte-americano com estudantes chineses, transmitidos por uma emissora local de Xangai.

Hu Jintao afirmou que para se discutir sobre esses direitos na China é preciso que os diálogos sejam realizados entre iguais, sem imposições sobre o tema e declarou: “Devido às diferentes condições nacionais, é normal que as duas partes possam divergir”.

Ainda sobre o tema dos direitos humanos, Obama manifestou que: “devem estar acessíveis a todas as pessoas, incluindo minorias étnicas e religiosas, quer estejam nos Estados Unidos, na China ou em qualquer outro país

Além dessas questões, o presidente dos EUA mencionou que a China deve retomar o diálogo com Dalai Lama, que é considerado por Beijing como um líder separatista. Embora ele tenha tocado neste assunto, Obama havia se recusado a receber Dalai Lama antes de ele chegar à capital chinesa e qualificou a China como “parceiro estratégico”. No entanto, apesar disso, a questão envolvendo o líder tibetano tem sido criticada, pois muitos a estão vendo como uma “concessão desnecessária”.

No dia 17 de novembro, na declaração conjunta de Jintao e Obama consta a posição americana em reforçar a política “uma só China”, reconhecendo assim o Tibete como parte da República Popular da China e não mais uma região autônoma. Sobre a questão de Taiwan, os Estados Unidos esperam que os dois lados do estreito de Taiwan cheguem à reconciliação de forma pacífica e harmoniosa.

A visita de Obama chegou ao seu final com a saudação de emergência de “uma China mais forte e próspera” no cenário internacional, mas, de acordo com a sondagem divulgada em Beijing, nesta semana, ainda existe entre os chineses o pensamento de que Washington quer “conter a China”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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